sexta-feira, 27 de abril de 2012

Pedido


Que meu olhar alcance o longe, 
Que meu olhar contemple o território que me separa da concretização de meu desejo,
Que o destino final desse olhar seja reconhecido como recompensa, aos pés que se oferece como lonjura vencida,
Não há pressa que seja capaz de diminuir esta distância,
Que as regras me ensine, que entre o ser real e o ser desejado, o senhorio do tempo, não se avolume.

domingo, 22 de abril de 2012

Elã vital

Argumento com astúcia que raios do sol são sempre raios do sol, e que olhos humanos não podem identificá-los em suas diferenças.
E pergunto:
Pode algum nos iluminar mais que os outros?

Jardinagem


Quando parte parecia irremediavelmente perdido em minha vida, eu fui encontrada...de forma surpreendente...alguém resolveu me querer bem. Chorou e sorriu comigo. Semeou-me os sonhos e esperanças de um caminhar bom. Direcionou os meus olhos para um lugar mais alto, mais bonito e me convenceu a construir um jardim à frente de minha casa, mas que também ramificou e floresceu nos territórios de minha alma. Um jardim onde aprendi a mística das esperas. Lugar onde a vida me recriou, como se um movimento materno me reconduzisse ao ventre, tecendo-me de novo, lapidando-me, livrando-me dos excessos. Um lugar onde vivi o itinerário do meu florescimento humano. Um jardim onde pude recomeçar.
Florida de alegrias, por aqui permaneço.
Sempre grata aos que permanecem ao meu lado, de longe ou de perto e que me fazem sentir filiada às suas vidas.

sábado, 21 de abril de 2012


Enquanto o sopro não acaba, vou vivendo imensamente feliz. Há tantas harmonias nesta vida que merecem ser contempladas...falta-me tempo para tanta beleza.
E se houver ESPERAS, nada me falte...

domingo, 8 de abril de 2012

Exercitando


Se nós dizemos que amamos, então precisamos ser instrumentos de libertação na vida dos que dizemos amar.
O que dá testemunho de nosso amor não é a declaração que a linguagem das palavras nos permite, mas é a linguagem dos gestos que concretizamos diariamente.
Não há experiência de amor fora da liberdade.
Não se ama para reter, mas para promover.

sábado, 3 de março de 2012


Sabendo bem que não eras onda, nem nuvem, encostei-me a ti...




terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Testemunho do silêncio



A boa palavra se alimenta de silêncios e pausas.
Convivo com elas, antes de pronunciá-las,
sugerindo à mim e aos outros significados precisos, sem desperdícios, e que na hora certa acabamos usando-as com tanta ternura. 
A fala, ora é ouvida como discurso depreciativo.
Não é inteligente jogar palavras a quem não quer ouvir.
A surdez da espera é a única sinfonia que ainda não foi composta.
E por mais que tentamos, causa contragosto, incômodo e não alívio.
Sensação desagradável.
Quando os dizeres ganham significados, o milagre do encontro acontece, mas isso  será recíproco, nem que seja provisório.
É o conhecimento de uma vida com suas saliências e reentrâncias, com seus sabores e estranhamentos.
...

...

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Retalhos da nossa tessitura


Não é correto nos apequenarmos diante das recusas.
O que amargura um lábio ou vagueza nos olhos,
não é o tempo, mas o que fazemos com ele.
Embrutecemos porque negligenciamos a nossa essência.
Entregarmos ao tempo sem ousar desafiá-lo, não alinha a sensibilidade.
Saber juntar os retalhos, os cacos de nossas desconstruções,
sozinhos ou não, porque a força maior que habitam sons e silêncios, haverá de rearrumar a casa e abrir os salões do acolhimento.






Vir a Ser


Eu procuro por mim .
Eu procuro por tudo o que é meu
e que em mim se esconde.
Eu procuro por um saber
que ainda não sei,
mas que de alguma forma já sabe em mim.
Eu sou assim...
processo constante de vir a ser.
O que sou e ainda serei
são verbos que se conjugam
sob áurea de um mistério fascinante.
Eu me recebo de Deus e a Ele me devolvo.
Movimento que não termina
porque terminar é o mesmo que deixar de ser.
Eu sou o que sou na medida em que me permito ser.
E quando não sou é porque o ser eu não soube escolher.

domingo, 20 de novembro de 2011

Demanda por um perfil


"Meu sangue não azularam, pedigree não me deram. Sou negada como se tinteiro fosse e, infeliz, transbordasse saber da mente e coração via boca, fronte, braços, mãos, unhas...Tento definir-me em rumos e objetivos e só obstáculos colocam-me no caminho, de sorte que só resta a perspectiva introvertida de sonhos capital, na  metade do meu quase final humanista. Assim vou engatinhando soluções conceituadas para um sistema rígido, de entrada e de saída. E o faço por ser um recurso sóbrio, mas removível, tentando, ainda sano e humano, mover limites.
Nenhum capital, por forte que seja, terá retorno futuro sem que ouça agora reclames humanos...Sem que os liberte já, na sua racionalidade, desta jaula de normas, feito muros capitais." (Alfredo José Assumpção)
...
Mediante as brechas que estimulam a falta de elementos, nas coisas, nas pessoas...

Em pé!


Uma árvore quando submetida ao rigor do inverno, desprende-se totalmente da vaidade de tudo o que nela é aparente.
As agruras, próprias do inverno, não lhe permitem perder tempo com folhas, flores e frutos.
A sabedoria vegetal nos conduz para uma ação muito sugestiva.
Diante uma condição a que foi submetida, a árvore lança todas as suas forças para as raízes. Prende-se ao que é essencial naquele instante. Se insistir em manter sua seiva, para que não perca a vitalidade das folhas, das flores e dos frutos, certamente terá que morrer, pois faltará o essencial que lhe faça ficar de pé: as raízes. Inverno é um tempo em que a árvore vive para dentro.
A planta ultrapassa as pontes das estações, justamente porque se adapta às diferentes fases para viver. Para cada tempo, um jeito de ser, uma forma de ganhar, uma forma de perder, um jeito de permanecer em pé...

Testosteste


Depois de oferecer,
 foi consumido,
vaporizado e,
absorvido
sem muita valorização.
troféu vagabundo.
Querer abreviar.
Faça as contas:
Se houver 5 minutos de cortesia de conversa,
gaste apenas 2 minutos para consolá-lo,
e depois suma!



domingo, 13 de novembro de 2011

Progesteste


Proteja-se de modo que ninguém possa passar por cima de você, mandar em você ou desrespeitá-la.
Simplesmente diga: "Espere um pouquinho. Eu mereço apenas o que há de melhor."
Ter coragem e saber usá-la.
Ser como um filme de Quentin Tarantino - sem frescuras.

sábado, 12 de novembro de 2011

Voando abaixo do radar


Temos a liberdade circunstancial, categorial.
Essa experiência de liberdade se dá nas circunstâncias da existência.
A vida é exercício constante do que chamamos de liberdade eletiva, isto é, liberdade que nos ajuda a fazer escolhas.
É a resposta que damos a nós mesmos e aos outros, diante de inúmeras interpelações e alternativas.
Essa liberdade é relativa, porque sofre variações.
O inegável é que a moldura da vida é composta dessas pequenas escolhas.
Quando fico atenta às escolhas mais simples, aquelas que a todo momento realizo na minha história, de alguma forma já posso saber se estou aprisionando ou se estou libertando a minha liberdade.
Se nas circunstâncias da existência faço escolhas que confirmam a minha liberdade, estou sendo livre de fato.
Mas se nas circunstâncias da minha vida faço escolhas que me aprisionam, estou deixando de aflorar meu fundamento.
Estamos em processo de feitura, e Deus, nos devolve a nós mesmos o tempo todo. Ele nos devolve pelas mãos históricas de quem nos encontra, de quem nos ama. 
É o amor humano de Deus, manifestado em minha vida pela força de pessoas concretas, cheias de voz e de gestos.

Metade


Que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo em que acredito, não tape meus ouvidos e a boca, porque metade de mim é o que grito, mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe seja linda ainda que entristeça.
Que o homem que eu amo seja pra sempre amado, mesmo que distante, porque metade de mim é partida, a outra metade é saudade.
Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor. Apenas respeitadas,
como a única coisa que resta a uma mulher inundada de sentimentos, porque metade de mim é o que ouço, a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora, se transforme na calma e na paz que eu mereço, e que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada, porque metade de mim é o que penso, a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável, que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância, porque metade de mim é lembrança do que fui, a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito, e que o teu silêncio me fale cada vez mais, porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta mesmo que ela não saiba, e que ninguém a tente complicar, porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer, porque metade de mim é a platéia a outra metade é canção,
e que, a minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor e a outra metade também.

domingo, 6 de novembro de 2011

Femear é:

uma perspectiva muito interessante que pode ser explicitada de maneira simples a partir de uma frase: nem tudo que já temos é nosso, porque carece ser conhecido e conquistado. É simples.
Já parou para pensar nos inúmeros talentos e habilidades que você possui, mas que ainda não desenvolveu por falta de cultivo? É disso que estou falando. Há talentos que só poderemos saber se possuímos se fizermos alguma coisa para despertá-los. É processual, isto é, carece tempo, disciplina, projeto.
É "ato" tudo aquilo que já é.
É "potência" tudo aquilo que o ato ainda pode ser.
Difícil?
Creio que não.
Ter caráter e decência;
Ser confiável;
Ter consideração pelos outros;
Apreciar a gentileza;
Saber qual é a proporção saudável entre ceder e exigir;
Lealdade a quem for leal a você.

No fim das contas, felicidade, alegria e, sim, estabilidade emocional, são os únicos parâmetros de avaliação de que realmente precisamos.


sábado, 22 de outubro de 2011

Closer



No filme Closer- Perto demais, Natalie Portman pergunta a Jude Law por que ele está tão apaixonado pela fotógrafa, interpretada por Julia Roberts: "Por que ela tem uma carreira de sucesso?" Jude Law responde:
"Não. Porque ela não precisa de mim".





domingo, 4 de setembro de 2011

Substancialidade



Andar sozinho não dói. 
Costume.
 Sentir-se sozinho é outra coisa. 
Cheiro minha pele com Oh!
  Como brigadeirão!
 Escrevo um livro! 
Brigo com meu cabelo, 
com os excessos de tecido adiposo.
Dou risada e choro com coisas bobas.
Carrego nas pernas as trilhas percorridas em forma de vasos comunicantes.
Nas mãos, tinta, calos e giz.
No pulso, 1/3.
Nos ombros, pequenos fardos.
Na garganta, um grito de paz e de justiça.
Na boca, sede de bebida boa.
Engulo, do doce ao amargo.
No peito, um coração fortiflagilizado.
No ventre, botões, que se afloram a cada 28 dias.
Comemoro:
A terra, por poder está sobre ela, caminhando.
Por poder enxergar, as belezas e as feiuras,
em colorido.
...
Sofro por coisas que tem fundamento,
pela dor de quem sente dor de verdade.
Dou e divido atenção a centenas de pessoas por dia,
com competência e tranquilidade.
Discuto com honestidade.
Defendo os interesses pessoais e coletivos com lucidez.
Não tenho medo do pavoroso e tortuoso.
Tenho medo de gente que anda disfarçada.
Faço regras, quebro pouquíssimas vezes a rotina,
por falta de tempo e oportunidades.
Nos momentos de reflexão, primeiramente
 escolho os cascalhos,
jogo-os fora,
depois preencho com amplos e transformadores pensamentos.
É o desafio da continuidade. 
Iniciar é sempre mais simples...
...

Viver continua sendo o absoluto dos meus dias e das minhas noites!
...

Nunca tive, nem preciso de heróis,
tão pouco acredito em magias,
encantamentos,
 nunca encontrei,
explicações para isso.
Acredito no que se estende através do tempo,
nas quatro direções,
até onde a vista alcança.
...

Paralela à magnífica consciência,
todos os dias constato
que meu mundo exterior
 suporta minha interioridade.

...

Insight!












Peregrina[mente]


Quando atinjo a via expressa, estou pensando no que prepararei para o trabalho e imagino se conseguirei algum tempo para escrever antes de qualquer coisa. Em princípio, nem se quer percebo a meia dúzia de pessoas ao meu redor. Ouvindo apenas o motor do carro, observando as luzes dos faróis que atravessam a pupila, traço as linhas e escrevo, em pensamentos... e pergunto-me: " Minha vida está entre elas?". 

domingo, 21 de agosto de 2011

Quando bater na porta, deixe-o entrar





Essa mulher é uma casa secreta. Em seus cantos, guarda vozes e esconde fantasmas.
Nas noites de inverno, quem entra nela, não sai nunca mais.
Essa casa precisa ser habitada, atravessada no mais profundo. 
Nela se espera o vinho de quem a beberá, muito suavemente.
Bata na porta e espere...
se usar a chave e não girar, espere...
Quando entrar nessa casa, você vai ouvir uma voz desafinada vinda do banheiro, 
logo depois, marcas de pés molhados no chão,
um cheirinho de comida vem da cozinha,
e sobre a mesa, uma maçã meio comida.
Um cigarro meio fumado, lagarta de cinza morta, tinge a beira do cinzeiro.
E, nesta mesma noite, a casa transpirará entre rasgos e sedas.







domingo, 31 de julho de 2011

Manhãs dos 35: Tenho dito


Meu corpo está perdendo a flexibilidade, mas, em troca adquiri uma leveza tão absoluta que, se eu quisesse, poderia desprender-me do chão e flutuar com as estrelas. Sinto um tremendo poder, toda a força da águia em meu sangue. Sinto que a força alcança até a última fibra de meu corpo e de minha consciência. 
SOU ÁGUIA! Digo em voz alta, e em seguida abro os meus olhos.

"Após ter sentido o gosto de voar você há de andar para sempre na terra com os olhos voltados para o céu , pois esteve lá, e, para lá sempre há de desejar voltar." (Leonardo Da Vinci)


domingo, 10 de julho de 2011

Coerência


Quando o universo me mostra algo sofrido e desagradável, não vejo o fato como um presente bem vindo. Minha reação imediata é olhar apenas um lado, aquele que se apresenta, e sinto-me com as asas cortadas e o coração pesado...
Leva tempo - às vezes muito tempo - para observar o outro lado, buscar os significados ocultos, encontrar os presentes secretos que surgiram em minha vida. Em lugar disso, escondo minha cabeça sob a asa e caminho cabisbaixo, esquecendo que ainda posso voar e me elevar para outro lugar e para outra perspectiva.
Estou aprendendo a ver os aspectos da vida que nem sempre seguem as leis da razão, da lógica, mas vagam através de várias voltas ou reviravoltas. Tudo tem um outro lado. 
Os pássaros não poderiam voar sem os dois lados das asas; tão pouco poderíamos...
Com a compreensão vem a sabedoria, marcando o nosso caminho. Ficar atenta! Notar o que está à volta. Ver tudo o que a gente é e sente em cada peça desse universo.
A experiência das projeções nos coloca dentro de um mundo sem sustentação; e mundo projetado não é mundo que realiza, nem faz realizar.
Conscientizar-se que a proposta que a vida nos dá seja encarada com honestidade para o nosso crescimento e aprendizado, sem a idéia de projeções, competição e ou submissão.
Tomar consciência das intenções que norteiam os nossos atos é o primeiro passo para reorientarmos nossa conduta, retirando o poder desumano que tantas vezes nos é inerente.
Cuidados e atenção, a vida é tão frágil e ao mesmo tempo tão suportável. Assumir a partilha, instaurar de forma avassaladora o bem comum consigo e com outros.
Penso, que assim, a travessia chegará ao que propusemos, numa condição feliz.





sábado, 4 de junho de 2011

Aquietando


Esperança, persigo na vida, ciente de que fracasso muito na compreensão do outro e na minha própria. Cobro de mim o que não consigo dar e espero que o outro me conceda o que já tenho. Teimo em requisitar explicações para dias sombrios em vez de aguardar um pouco as nuvens partirem. Sofro quando não consigo entranhar o que sei, o que ensino. Falho quando estou cansada...
...e na fraqueza que experimentamos, há sempre uma força sendo gestada.


"E que a minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor e a outra metade também" (Oswaldo Montenegro)

domingo, 8 de maio de 2011

A luz de um milagre


Quem o ensinou a ser assim? Já tão espertinho dentro do amniótico. Um pedacinho de gente que já sabe colocar a mão na boca e, aposto que ele sorriu.
 Uma imagem que quebra todas as regras que nossa inteligência postula.
Um gesto já preparado pelo valor afetivo de seus pais, que são determinantes no amor e sabem muito  administrar a experiência vivida.
Que céus e terras protejam e conservem os vossos corações com esta simplicidade e sinceridade.

A mais nova mamãe, Juliana, minha adorável amiga:
Que essa felicidade esperada  "ARTUR" acrescente muitas luzes e alegrias na vida de todos que os rodeiam.
Parabéns por este novo dia em seu calendário feminino!



sábado, 7 de maio de 2011

À minha... à nossa


Com ela reaprendo todos os dias a experiência de ser mulher e construo pilares dessas experiências.
Basta um olhar de quem nos ama de verdade que encoraja a sermos nós mesmos.
Eu quero alcançar esse jeito de olhar.
E, a partir dele me colocar a amostra de suas verdades.
À minha, à sua, à nossa...MÂE, uma flor no teu cabelo.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Peregrinação


"Enquanto o tempo acelera e pede pressa, eu me recuso, faço hora, vou na valsa...a vida é tão rara"
(Lenine)



Companheiras


As palavras nunca me recusaram um encontro, vieram sempre ter comigo! 

Promotora de mudanças


O destino de ir e vir ainda não terminou.
As portas e seus umbrais silenciaram a espera de chegadas.
Serviram-me neste momento algumas porções de saudade. E depois, a coragem.
Quero ficar aqui.
Não há lugar nenhum a que eu possa chegar,
senão a mim.
Vou ficar preparando o futuro.
Ficarei em silêncio sem as dispersões das falas.
Quem sabe assim eu esqueça o medo e redescubra a beleza que há na coragem!

sábado, 23 de abril de 2011

Infinitudes


"Nem  se eu bebesse todo o mar , encheria o que eu tenho de fundo". 
(Djavan)

Voando pela imensidão dos sentimentos, libertando as vaguezas de sentidos.
Observando atentamente os "amanheceres", contemplando-os, como se fossem os primeiros ou como se fossem os últimos.
Não costumo estender no tempo a duração da noite...
Em meio a consciência "iluminada", naturalmente impulsiono cada vez mais a evolução desejosa de ser, estar e fazer  feliz.


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Feito por ela, para ela


"Alguém te reduziu a mero instrumento, não fostes considerada em sua alteridade. Fostes vista como uma extenção das necessidades. Viram-te como um  " isso " e não como " tu ". A tua condição foi de " coisa " na mão de quem a desconsiderou. Fostes um " mecanismo " em vez de " organismo ".



segunda-feira, 4 de abril de 2011

Desfinitudes


Distantes de gestos novos e ausentes de palavras,
na tentativa tresloucada de se agarrar a alguma coisa, 
muitos encontram esconderijos em realidades fugazes, transitórias.
Mas não são capazes de preenchê-las de sentido.
Apenas entorpecem por um tempo cuja duração não sabemos precisar.
E assim vivem, envelhecem e morrem.
Morrem antes do tempo...


sábado, 12 de março de 2011

Est[a]ções


A espera de uma nova estação é operante!
Enquanto isso...
Vou meter as unhas no chão, peneirar os excessos, remexer a lama, até que os olhos encontrem o brilho opaco da diferença.

"Aprendi com as primaveras a me deixar cortar para poder voltar inteira". (Cecília Meirelles)




Alma, corpo e sangue


O que vem de assalto e desmantela...
...senti(n)do, 
ou imaginada...
leituras corretas ou erradas, mas, leituras.
A alma, um recôndito provisório;
O corpo, perito em tal arte;
O sangue desmancha o que é sólido, em ritmo diferenciado,
resposta antropológica dos desdobramentos mais salutares da ingestão do bom e do precário.



domingo, 7 de novembro de 2010

Tua Caminhada


Tua caminhada ainda não terminou....
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras e do teu silêncio.
Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia
e sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz e não do ressentimento.
É certo que irás encontrar situações tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre o lado bom da chuva
que cai e não a faceta do raio que destrói.
Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios precisa da água
que rola e o coração necessita de afeto.
Não faças do amanhã o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.

- Charles Chaplin -

"Alguns sacrifícios não são e nem serão bem-vindos nos nossos tempos, há pessoas que se esmeram por buscar atalhos, estas não encontram disposição para trilhar a estrada mais longa, ainda que ela seja repleta de beleza e surpresas.
Quanta incapacidade de viver o segundo pilar do conceito de pessoa: a disponibilidade."

domingo, 8 de agosto de 2010

A minha Pãe

Descansa no meu colo tua cabeça de mulher. Deixa que eu seja a tua mãe, ainda que por instante. Vivamos o parto às avessas. Eu, que sou tua filha, por ora quero ser tua mãe. Só pra ter o prazer de te ver menina tão cheia de sonhos. Só para puxar os teus cabelos e nele colocar laços bordados de alegrias. Cores de tempos antigos, distantes, quando nem imaginavas que um dia eu seria a tua filha. Fica quietinha por aqui. Permita que eu cuide de tuas coisas, teu guarda-roupas tão cheio de desordens, não importa. O remédio eu trarei, teu alimento eu plantarei, e ajeitarei o teu travesseiro de um jeito que gostes. Só para descobrir a alegria de reverter os poderes do tempo, inverter a ordem dos fatos. Só pra ter a graça de te chamar de minha filha, minha menina, minha mainha. Só para ter a graça de evitar teus choros futuros, tuas dores constantes, teus medos tão delicados. Medo de me perder, de que eu morra antes da hora, e de que não estejas por perto no momento em que eu precisar de tua mão, como no passado, quando me conduzias contigo, como se fossemos um só, um nó de gente, amarrado e costurado no amor que sobrava do teu peito. Amor que Deus esqueceu no mundo e que eu vi de perto, quando o sofrimento entrou pela janela de tua casa, e mesmo vendo partir as carnes que nasceram do teu ventre, o teu olhar me encoraja a não desanimar da vida. E juntas, seguimos atadas pela estrada, que é feita de sonhos, de tristezas e de risos.
Mainha querida, FELIZ DIA DOS PAIS!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Manhãs dos 34- Acolhendo alegrias possíveis


Me surpreendo com as alegrias...faço de UM sorriso, outros, sem muitos motivos grandiosos.
Estado natural.
A alegria natural é capaz de mover o sorriso na direção das intenções do pensamento, como se fosse uma prece, embora as palavras não sejam pronunciadas.
Um pequeno detalhe de felicidade, elege como causa de realização.
É um motivo humano, criado e desenvolvido pelo motivo divino.
Marco Aurélio, grande imperador e pensador, dizia: " a felicidade da vida depende da qualidade de nossos pensamentos".
A serenidade é fruto da mente bem esclarecida e bem norteada por um pensamento saudável.

sábado, 31 de julho de 2010

Retrato poético e divertido de um tipo de homem contemporâneo



APETITE PELOS GOSTOS MENOS DESENVOLVIDOS;
 INÉRCIA SENTIMENTAL;
RACIONALIDADE PASSIVA;
SUBJETIVIDADE PATÉTICA;
CRENÇAS POR INDUÇÕES;
DESCULPAS INSTINTIVAS;
AVESSOS AO CONHECER, AO SABER;
ENCARCERADOS AO CASULO DA MEDIOCRIDADE;
AUTO-DISTINGUEM PELA QUANTIDADE;
SEGURANÇA APENAS E ÀS VEZES SÓ EM QUATRO PAREDES;
PREFERÊNCIAS ÀS MUDAS E DE PERNAS ABERTAS;
...


domingo, 18 de julho de 2010

O que há por trás?


Não dá nenhum trabalho pra olhar a aparência das coisas ou das pessoas, não requer nenhum esforço. Olhar pra o aspecto exterior é muito fácil. Emitir algum comentário sobre aquilo que a gente vê , sobre aquilo que nossos olhos esbarram. São as superfícies, é essa parte mais fácil de ser enxergada, é essa parte externa que encontramos com muita facilidade. Agora se começarmos a pensar que o que é real é mais do que os nossos olhos conseguem enxergar, começamos a entrar no mistério das coisas.
Uma das regras filosóficas, é:  Ultrapassar a superfície das aparências. Aquilo que na filosofia chamamos de senso comum, aquilo que é dado ao natural, aquilo que podemos saber sem muito esforço. Mas, é sábio saber que todas as vezes que ultrapassamos a superfície da realidade nós somos presenteados com o pensamento de profundidade.
Todos nós somos vítimas dos olhares apressados.
Mas há uma forma bonita de acabar com isso:  Um momento de pergunta.
Quebrando a margem, há possibilidade de conhecer os aversos. É como comprar um tecido: não devemos olhar apenas a parte bonita dele, sua qualidade não está apenas na sua aparência, o que faz o tecido verdadeiramente valer, é o averso, porque o averso dá a fibra de sustentação, a beleza só é duradoura, quando ela possui um averso que a segura.
Há pessoas que fazem de nossa vida, a mesma lógica dos tecidos de carnaval, não se preocupam muito com as fibras de sustenção, param naquele aspecto superficial porque se preocupam muito com o que as pessoas estão vendo.
E quantas pessoas vivem de maneira como tecidos de carnaval...artificiais.
É bom cuidar daquilo que nossos olhos não alcançam na medida que nós procuramos nos conhecer e conhecer o outro.
Viver e fazer feliz, é buscar as fibras que nos sustentam, para que, se existe uma beleza, essa beleza seja consistente. E mesmo que não exista uma beleza, que seja apenas uma fibra de sustenção.
Todo tecido tem sua validade, sua utilidade...não basta ser apenas bonito.
E, na mística dos aversos, há sempre uma necessidade de tecer bem os fios que nos sustentam e nos deixam de pé.
A vida passa, a beleza passa e o que restará será apenas as fibras que cultivarmos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Pausa pro café

Viro-me para todos os lados e escolho o centro: O SILÊNCIO.

Esta é a hora de respirar sem pontadas no peito.
Não é preciso eliminar cheiros da pele para sentir o aroma que a vida tem pra dar.
Não é preciso que "palavras ao vento" sejam arrancadas da traquéia.
Quando se vê que neste mundo de Deus, há diferentes luzes e, conscientemente, juntamos algumas, há um eclipse e, algumas coisas podem ser  transformadas.
É bonito pausar...perseguir a própria cauda e não chegar a conclusão nenhuma.



domingo, 30 de maio de 2010

Sunrise


...But every shadow is evidence of sun and every tomorrow holds out hope for us...
For everyone, for us!

sábado, 22 de maio de 2010

Livre arbítrio

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer
circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E, então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... AUTO-ESTIMA.

Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia,
meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo
contra as minhas verdades.
Hoje sei que isso é... AUTENTICIDADE.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse
diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu
crescimento.
Hoje chamo isso de... AMADURECIMENTO.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar
forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo,
mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada,
inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... RESPEITO.

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... pessoas, tarefas, crenças, tudo e qualquer coisa que me pusesse
para baixo. De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... AMOR-PRÓPRIO.

Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de
fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu
próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... SIMPLICIDADE.

Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e,
com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a... HUMILDADE.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de
me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é
onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... PLENITUDE.

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me
atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do
meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... SABER VIVER!!!

( Kim McMillen )



Ninguém, por mais desencaminhado que esteja pela negatividade e o desamor, é desprovido de algum talento e de potencial para a realização. Esta é uma condição inerente ao ser humano, visto que o divino nos dota a todos dos mesmos poderes, sem distinção. As condições de vida de cada um é que determinarão o grau de distanciamento desse estado natural.


Apenas, ame-se!

Luciana de Almeida Félix




sexta-feira, 16 de abril de 2010

Lapidando




O que lapida pedras, trabalho tem com ela;
e o que corta lenha, ao cortá-la correrá seus riscos.

A singularidade é um tesouro que não se esgota. Constantemente, vivemos a aventura de desvendar nossos territórios. É como se todos os dias fizéssemos uma caminhada pelo espaço onde está localizada nossa casa, e sempre descobríssemos lugares nunca antes percebidos. Uma vez descoberto, o território passa a incorporar o que somos. Olhamos e dizemos: isso é meu! Isso sou eu! Descobrir não é inventar. Nós já estamos em nós; o único esforço é descobrir o que somos. Enquanto estivermos vivos estaremos constantemente aumentando a nossa propriedade. estaremos nos aventurando no duro processo de autoconhecimento, desbravando fronteiras, retirando as travas das porteiras que nos impedem de ir além do que já pudemos avançar em nós.
Cada pessoa é uma propriedade já entregue, isto é dada a si mesma, mas ainda precisa ser "lapidada". É como se pudéssemos reconhecer: "Eu já sou meu, mas preciso me lapidar", porque, embora eu tenha a escritura nas mãos, ainda não conheci a propriedade que a escritura me assegura possuir.  Aos poucos, vamos tomando posse, retirando lacres, descobrindo detalhes. A aventura constante da busca, dá-se como resultado a disposição de si e o que dispõe de si estabele relações. Depois de assumida a propriedade, aquele que se possui passa a ter condições de receber visita.

Luciana de Almeida Félix




Tear

Tecendo está meu tear, telas para meu uso e telas que não irei usar. 

Somos semelhantes às tramas dos teares. Os fios entrelaçam para juntos formarem o tecido. Em suas cores diversas, elas não deixam de ser o que são; apenas entram na trama que comporá o todo.

Luciana de Almeida Félix



domingo, 21 de março de 2010

Meu jeito



(  Minha versão, por excelência! )

Agora, o começo está próximo...
...então eu encaro esse desafio de partida.
Tenho uma vida cheia (Graças a Deus!),
Viajo pelas coisas e pessoas, até muito mais do que isso,
eu faço, porque é o meu jeito...

Arrependimentos? Alguns. Mas tão poucos para mencionar...
Eu faço o que eu tenho que fazer,
eu vejo tudo, sem excessão,
eu planeio cada caminho do mapa,
cada passo cuidadosamente,
no correr do atalho,
ou muito mais do que isso,
mas, é do meu jeito.

Tem horas que eu tenho certeza,
que quando mordo eu posso mastigar,
mas, entretanto,
quando há dúvidas,
eu engulo e depois cuspo fora.
Eu encaro, e continuo grande,
porque, é o meu jeito...

Eu amo, rio e choro,
tenho minhas falhas e partes de derrotas,
lágrimas descem,
mas depois acho até tudo divertido,
de pensar, que tudo que eu faço,
e talvez eu até diga,
não de uma maneira timida,
não, eu não,
eu faço, do meu jeito.

E pra uma mulher,
o que ela tem,
se não ela mesmo,
então ela tem tudo,
pra dizer as coisas que sente de verdade,
e também as palavras que ela quer revelar.
Os registros mostram,
tenho meus momentos de Graça,
e os tenho, do meu jeito...


Luciana de Almeida Félix (z)!

quinta-feira, 18 de março de 2010

O resto? Ainda não sei...


Quando pautamos nossa vida a partir de nossa utilidade, corresmos o risco de nos desprender de nossos verdadeiros significados. É muito comum as pessoas se ocuparem de constantes aperfeiçoamentos técnicos ou em futilidades. Mas é raro encontrar pessoas cuidando do futuro a partir de outras preocupações, como o cultivo de laços fecundos.
Precisamos, ao longo da vida, fazer-nos a pergunta cruel: Depois que perdemos a utilidade, quem vai querer continuar ao nosso lado? Será que estamos bem posicionados entre os horizontes da utilidade e os horizontes dos significados?
Às pessoas queridas de minha vida, que cultivam seu tempo a mim, agradeço sempre por este tempo. Tempo, que é circunstância feliz que acolho como transformadora. Não sou mais a mesma. Se estou mudada? Ainda não sei. Vou seguir descobrindo aos poucos...assim como o garimpeiro que encontra e descobre a pedra.
Recordo-me das idas e vindas, que marcaram... Assim, retomo a sensibilidade de descobrir o bonito. E aprender a não negligenciar à oportunidade de ser e de está feliz.
O meu amor, sobrevive de buscas. Existem intervalos que funcionam como pausas nas canções. O intervalo faz parte da partitura. É nele que a orquestra descansa. É nele que a continuidade é preparada. O tempo do cultivo é que qualifica a realização. Por isso é tão importante colocar os olhos no que esperamos. A esperança é que nos encoraja para o desafio das travessias...e nela me restituo com coragem de colocar a minha embarcação nos misteriosos destinos da margem.
Vou seguir, no que diz respeito à edificação dessas esperanças. A vida será mais viva se eu não desistir dessas simbologias.
É isso. Somente isso. O resto ainda não sei...



sábado, 13 de março de 2010

Vestida de cristal


Acolher o cristal que há em nós. Alegrar-se por ser frágil. Assim, conseguiremos abrir as bonitas experiências de cuidados. Revestir-se de humanidade não envergonha. Não é preciso ser anjo, basta apenas buscar o simples pelos bons caminhos possíveis, e estes, estão escondidos no que é pequeno, humano e torto. Há um jeito bonito de descobrir as ma-ra-vi-lhas, estão nos miúdos detalhes e aparentemente insignificantes. Há também outro jeito bonito de descoberta: em nossos limites. Porque, quando algo nos atinge, é natural que a alma grite pela sua origem. É natural que ela se desprenda de seus subterfúgios e volte ao lugar de sua primeira morada, sua primeira segurança. Ao  experimentar-se limitado, nós vivemos a possibilidade de descobrir o Divino como resposta e complemento para tudo o que nos é ausente. Estar diante dos limites é como um filho, que diante do perigo grita pela presença do pai...

quinta-feira, 4 de março de 2010

Afinações e Afinidades



Não me interessa saber o que fazes para ganhar a vida.

Quero saber o que desejas ardentemente,
se ousas sonhar em atender aquilo pelo qual o teu coração anseia.
Não me interessa saber a tua idade.
Quero saber se arriscarás parecer um tolo por amor, por sonhos,
pela aventura de estar vivo.

Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com a tua lua.
Quero saber se tocaste o âmago da tua dor,
se as traições da vida te abriram ou se te tornaste murcho e fechado
por medo de mais dor!
Quero saber se podes suportar a dor, minha ou tua;
sem procurar escondê-la, reprimi-la ou narcotizá-la.Quero saber se podes aceitar alegria, minha ou tua,
se podes dançar com abandono e deixar que o êxtase te domine
até às pontas dos dedos das mãos e dos pés,
sem nos dizeres para termos cautela, sermos realistas,
ou nos lembrarmos das limitações de sermos humanos.

Não me interessa se a história que contas é verdade.
Quero saber se consegues desapontar outra pessoa
para ser autêntico contigo mesmo,
se podes suportar a acusação de traição e não traíres a tua alma.



A regra de nossas vidas é bastante clara e evidente, nunca devemos perder de vista que podemos "cristalizar" defeitos, "meus e teus". E, quando, nós, não mais  assumir isso, aí sim, poderemos saber que  àquela perseguição, "minha e tua", chegou ao fim...


                                  
Luciana de Almeida Félix