domingo, 18 de julho de 2010

O que há por trás?


Não dá nenhum trabalho pra olhar a aparência das coisas ou das pessoas, não requer nenhum esforço. Olhar pra o aspecto exterior é muito fácil. Emitir algum comentário sobre aquilo que a gente vê , sobre aquilo que nossos olhos esbarram. São as superfícies, é essa parte mais fácil de ser enxergada, é essa parte externa que encontramos com muita facilidade. Agora se começarmos a pensar que o que é real é mais do que os nossos olhos conseguem enxergar, começamos a entrar no mistério das coisas.
Uma das regras filosóficas, é:  Ultrapassar a superfície das aparências. Aquilo que na filosofia chamamos de senso comum, aquilo que é dado ao natural, aquilo que podemos saber sem muito esforço. Mas, é sábio saber que todas as vezes que ultrapassamos a superfície da realidade nós somos presenteados com o pensamento de profundidade.
Todos nós somos vítimas dos olhares apressados.
Mas há uma forma bonita de acabar com isso:  Um momento de pergunta.
Quebrando a margem, há possibilidade de conhecer os aversos. É como comprar um tecido: não devemos olhar apenas a parte bonita dele, sua qualidade não está apenas na sua aparência, o que faz o tecido verdadeiramente valer, é o averso, porque o averso dá a fibra de sustentação, a beleza só é duradoura, quando ela possui um averso que a segura.
Há pessoas que fazem de nossa vida, a mesma lógica dos tecidos de carnaval, não se preocupam muito com as fibras de sustenção, param naquele aspecto superficial porque se preocupam muito com o que as pessoas estão vendo.
E quantas pessoas vivem de maneira como tecidos de carnaval...artificiais.
É bom cuidar daquilo que nossos olhos não alcançam na medida que nós procuramos nos conhecer e conhecer o outro.
Viver e fazer feliz, é buscar as fibras que nos sustentam, para que, se existe uma beleza, essa beleza seja consistente. E mesmo que não exista uma beleza, que seja apenas uma fibra de sustenção.
Todo tecido tem sua validade, sua utilidade...não basta ser apenas bonito.
E, na mística dos aversos, há sempre uma necessidade de tecer bem os fios que nos sustentam e nos deixam de pé.
A vida passa, a beleza passa e o que restará será apenas as fibras que cultivarmos.

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