domingo, 7 de novembro de 2010

Tua Caminhada


Tua caminhada ainda não terminou....
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras e do teu silêncio.
Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia
e sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz e não do ressentimento.
É certo que irás encontrar situações tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre o lado bom da chuva
que cai e não a faceta do raio que destrói.
Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios precisa da água
que rola e o coração necessita de afeto.
Não faças do amanhã o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.

- Charles Chaplin -

"Alguns sacrifícios não são e nem serão bem-vindos nos nossos tempos, há pessoas que se esmeram por buscar atalhos, estas não encontram disposição para trilhar a estrada mais longa, ainda que ela seja repleta de beleza e surpresas.
Quanta incapacidade de viver o segundo pilar do conceito de pessoa: a disponibilidade."

domingo, 8 de agosto de 2010

A minha Pãe

Descansa no meu colo tua cabeça de mulher. Deixa que eu seja a tua mãe, ainda que por instante. Vivamos o parto às avessas. Eu, que sou tua filha, por ora quero ser tua mãe. Só pra ter o prazer de te ver menina tão cheia de sonhos. Só para puxar os teus cabelos e nele colocar laços bordados de alegrias. Cores de tempos antigos, distantes, quando nem imaginavas que um dia eu seria a tua filha. Fica quietinha por aqui. Permita que eu cuide de tuas coisas, teu guarda-roupas tão cheio de desordens, não importa. O remédio eu trarei, teu alimento eu plantarei, e ajeitarei o teu travesseiro de um jeito que gostes. Só para descobrir a alegria de reverter os poderes do tempo, inverter a ordem dos fatos. Só pra ter a graça de te chamar de minha filha, minha menina, minha mainha. Só para ter a graça de evitar teus choros futuros, tuas dores constantes, teus medos tão delicados. Medo de me perder, de que eu morra antes da hora, e de que não estejas por perto no momento em que eu precisar de tua mão, como no passado, quando me conduzias contigo, como se fossemos um só, um nó de gente, amarrado e costurado no amor que sobrava do teu peito. Amor que Deus esqueceu no mundo e que eu vi de perto, quando o sofrimento entrou pela janela de tua casa, e mesmo vendo partir as carnes que nasceram do teu ventre, o teu olhar me encoraja a não desanimar da vida. E juntas, seguimos atadas pela estrada, que é feita de sonhos, de tristezas e de risos.
Mainha querida, FELIZ DIA DOS PAIS!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Manhãs dos 34- Acolhendo alegrias possíveis


Me surpreendo com as alegrias...faço de UM sorriso, outros, sem muitos motivos grandiosos.
Estado natural.
A alegria natural é capaz de mover o sorriso na direção das intenções do pensamento, como se fosse uma prece, embora as palavras não sejam pronunciadas.
Um pequeno detalhe de felicidade, elege como causa de realização.
É um motivo humano, criado e desenvolvido pelo motivo divino.
Marco Aurélio, grande imperador e pensador, dizia: " a felicidade da vida depende da qualidade de nossos pensamentos".
A serenidade é fruto da mente bem esclarecida e bem norteada por um pensamento saudável.

sábado, 31 de julho de 2010

Retrato poético e divertido de um tipo de homem contemporâneo



APETITE PELOS GOSTOS MENOS DESENVOLVIDOS;
 INÉRCIA SENTIMENTAL;
RACIONALIDADE PASSIVA;
SUBJETIVIDADE PATÉTICA;
CRENÇAS POR INDUÇÕES;
DESCULPAS INSTINTIVAS;
AVESSOS AO CONHECER, AO SABER;
ENCARCERADOS AO CASULO DA MEDIOCRIDADE;
AUTO-DISTINGUEM PELA QUANTIDADE;
SEGURANÇA APENAS E ÀS VEZES SÓ EM QUATRO PAREDES;
PREFERÊNCIAS ÀS MUDAS E DE PERNAS ABERTAS;
...


domingo, 18 de julho de 2010

O que há por trás?


Não dá nenhum trabalho pra olhar a aparência das coisas ou das pessoas, não requer nenhum esforço. Olhar pra o aspecto exterior é muito fácil. Emitir algum comentário sobre aquilo que a gente vê , sobre aquilo que nossos olhos esbarram. São as superfícies, é essa parte mais fácil de ser enxergada, é essa parte externa que encontramos com muita facilidade. Agora se começarmos a pensar que o que é real é mais do que os nossos olhos conseguem enxergar, começamos a entrar no mistério das coisas.
Uma das regras filosóficas, é:  Ultrapassar a superfície das aparências. Aquilo que na filosofia chamamos de senso comum, aquilo que é dado ao natural, aquilo que podemos saber sem muito esforço. Mas, é sábio saber que todas as vezes que ultrapassamos a superfície da realidade nós somos presenteados com o pensamento de profundidade.
Todos nós somos vítimas dos olhares apressados.
Mas há uma forma bonita de acabar com isso:  Um momento de pergunta.
Quebrando a margem, há possibilidade de conhecer os aversos. É como comprar um tecido: não devemos olhar apenas a parte bonita dele, sua qualidade não está apenas na sua aparência, o que faz o tecido verdadeiramente valer, é o averso, porque o averso dá a fibra de sustentação, a beleza só é duradoura, quando ela possui um averso que a segura.
Há pessoas que fazem de nossa vida, a mesma lógica dos tecidos de carnaval, não se preocupam muito com as fibras de sustenção, param naquele aspecto superficial porque se preocupam muito com o que as pessoas estão vendo.
E quantas pessoas vivem de maneira como tecidos de carnaval...artificiais.
É bom cuidar daquilo que nossos olhos não alcançam na medida que nós procuramos nos conhecer e conhecer o outro.
Viver e fazer feliz, é buscar as fibras que nos sustentam, para que, se existe uma beleza, essa beleza seja consistente. E mesmo que não exista uma beleza, que seja apenas uma fibra de sustenção.
Todo tecido tem sua validade, sua utilidade...não basta ser apenas bonito.
E, na mística dos aversos, há sempre uma necessidade de tecer bem os fios que nos sustentam e nos deixam de pé.
A vida passa, a beleza passa e o que restará será apenas as fibras que cultivarmos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Pausa pro café

Viro-me para todos os lados e escolho o centro: O SILÊNCIO.

Esta é a hora de respirar sem pontadas no peito.
Não é preciso eliminar cheiros da pele para sentir o aroma que a vida tem pra dar.
Não é preciso que "palavras ao vento" sejam arrancadas da traquéia.
Quando se vê que neste mundo de Deus, há diferentes luzes e, conscientemente, juntamos algumas, há um eclipse e, algumas coisas podem ser  transformadas.
É bonito pausar...perseguir a própria cauda e não chegar a conclusão nenhuma.



domingo, 30 de maio de 2010

Sunrise


...But every shadow is evidence of sun and every tomorrow holds out hope for us...
For everyone, for us!

sábado, 22 de maio de 2010

Livre arbítrio

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer
circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E, então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... AUTO-ESTIMA.

Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia,
meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo
contra as minhas verdades.
Hoje sei que isso é... AUTENTICIDADE.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse
diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu
crescimento.
Hoje chamo isso de... AMADURECIMENTO.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar
forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo,
mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada,
inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... RESPEITO.

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... pessoas, tarefas, crenças, tudo e qualquer coisa que me pusesse
para baixo. De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... AMOR-PRÓPRIO.

Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de
fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu
próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... SIMPLICIDADE.

Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e,
com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a... HUMILDADE.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de
me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é
onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... PLENITUDE.

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me
atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do
meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... SABER VIVER!!!

( Kim McMillen )



Ninguém, por mais desencaminhado que esteja pela negatividade e o desamor, é desprovido de algum talento e de potencial para a realização. Esta é uma condição inerente ao ser humano, visto que o divino nos dota a todos dos mesmos poderes, sem distinção. As condições de vida de cada um é que determinarão o grau de distanciamento desse estado natural.


Apenas, ame-se!

Luciana de Almeida Félix




sexta-feira, 16 de abril de 2010

Lapidando




O que lapida pedras, trabalho tem com ela;
e o que corta lenha, ao cortá-la correrá seus riscos.

A singularidade é um tesouro que não se esgota. Constantemente, vivemos a aventura de desvendar nossos territórios. É como se todos os dias fizéssemos uma caminhada pelo espaço onde está localizada nossa casa, e sempre descobríssemos lugares nunca antes percebidos. Uma vez descoberto, o território passa a incorporar o que somos. Olhamos e dizemos: isso é meu! Isso sou eu! Descobrir não é inventar. Nós já estamos em nós; o único esforço é descobrir o que somos. Enquanto estivermos vivos estaremos constantemente aumentando a nossa propriedade. estaremos nos aventurando no duro processo de autoconhecimento, desbravando fronteiras, retirando as travas das porteiras que nos impedem de ir além do que já pudemos avançar em nós.
Cada pessoa é uma propriedade já entregue, isto é dada a si mesma, mas ainda precisa ser "lapidada". É como se pudéssemos reconhecer: "Eu já sou meu, mas preciso me lapidar", porque, embora eu tenha a escritura nas mãos, ainda não conheci a propriedade que a escritura me assegura possuir.  Aos poucos, vamos tomando posse, retirando lacres, descobrindo detalhes. A aventura constante da busca, dá-se como resultado a disposição de si e o que dispõe de si estabele relações. Depois de assumida a propriedade, aquele que se possui passa a ter condições de receber visita.

Luciana de Almeida Félix




Tear

Tecendo está meu tear, telas para meu uso e telas que não irei usar. 

Somos semelhantes às tramas dos teares. Os fios entrelaçam para juntos formarem o tecido. Em suas cores diversas, elas não deixam de ser o que são; apenas entram na trama que comporá o todo.

Luciana de Almeida Félix



domingo, 21 de março de 2010

Meu jeito



(  Minha versão, por excelência! )

Agora, o começo está próximo...
...então eu encaro esse desafio de partida.
Tenho uma vida cheia (Graças a Deus!),
Viajo pelas coisas e pessoas, até muito mais do que isso,
eu faço, porque é o meu jeito...

Arrependimentos? Alguns. Mas tão poucos para mencionar...
Eu faço o que eu tenho que fazer,
eu vejo tudo, sem excessão,
eu planeio cada caminho do mapa,
cada passo cuidadosamente,
no correr do atalho,
ou muito mais do que isso,
mas, é do meu jeito.

Tem horas que eu tenho certeza,
que quando mordo eu posso mastigar,
mas, entretanto,
quando há dúvidas,
eu engulo e depois cuspo fora.
Eu encaro, e continuo grande,
porque, é o meu jeito...

Eu amo, rio e choro,
tenho minhas falhas e partes de derrotas,
lágrimas descem,
mas depois acho até tudo divertido,
de pensar, que tudo que eu faço,
e talvez eu até diga,
não de uma maneira timida,
não, eu não,
eu faço, do meu jeito.

E pra uma mulher,
o que ela tem,
se não ela mesmo,
então ela tem tudo,
pra dizer as coisas que sente de verdade,
e também as palavras que ela quer revelar.
Os registros mostram,
tenho meus momentos de Graça,
e os tenho, do meu jeito...


Luciana de Almeida Félix (z)!

quinta-feira, 18 de março de 2010

O resto? Ainda não sei...


Quando pautamos nossa vida a partir de nossa utilidade, corresmos o risco de nos desprender de nossos verdadeiros significados. É muito comum as pessoas se ocuparem de constantes aperfeiçoamentos técnicos ou em futilidades. Mas é raro encontrar pessoas cuidando do futuro a partir de outras preocupações, como o cultivo de laços fecundos.
Precisamos, ao longo da vida, fazer-nos a pergunta cruel: Depois que perdemos a utilidade, quem vai querer continuar ao nosso lado? Será que estamos bem posicionados entre os horizontes da utilidade e os horizontes dos significados?
Às pessoas queridas de minha vida, que cultivam seu tempo a mim, agradeço sempre por este tempo. Tempo, que é circunstância feliz que acolho como transformadora. Não sou mais a mesma. Se estou mudada? Ainda não sei. Vou seguir descobrindo aos poucos...assim como o garimpeiro que encontra e descobre a pedra.
Recordo-me das idas e vindas, que marcaram... Assim, retomo a sensibilidade de descobrir o bonito. E aprender a não negligenciar à oportunidade de ser e de está feliz.
O meu amor, sobrevive de buscas. Existem intervalos que funcionam como pausas nas canções. O intervalo faz parte da partitura. É nele que a orquestra descansa. É nele que a continuidade é preparada. O tempo do cultivo é que qualifica a realização. Por isso é tão importante colocar os olhos no que esperamos. A esperança é que nos encoraja para o desafio das travessias...e nela me restituo com coragem de colocar a minha embarcação nos misteriosos destinos da margem.
Vou seguir, no que diz respeito à edificação dessas esperanças. A vida será mais viva se eu não desistir dessas simbologias.
É isso. Somente isso. O resto ainda não sei...



sábado, 13 de março de 2010

Vestida de cristal


Acolher o cristal que há em nós. Alegrar-se por ser frágil. Assim, conseguiremos abrir as bonitas experiências de cuidados. Revestir-se de humanidade não envergonha. Não é preciso ser anjo, basta apenas buscar o simples pelos bons caminhos possíveis, e estes, estão escondidos no que é pequeno, humano e torto. Há um jeito bonito de descobrir as ma-ra-vi-lhas, estão nos miúdos detalhes e aparentemente insignificantes. Há também outro jeito bonito de descoberta: em nossos limites. Porque, quando algo nos atinge, é natural que a alma grite pela sua origem. É natural que ela se desprenda de seus subterfúgios e volte ao lugar de sua primeira morada, sua primeira segurança. Ao  experimentar-se limitado, nós vivemos a possibilidade de descobrir o Divino como resposta e complemento para tudo o que nos é ausente. Estar diante dos limites é como um filho, que diante do perigo grita pela presença do pai...

quinta-feira, 4 de março de 2010

Afinações e Afinidades



Não me interessa saber o que fazes para ganhar a vida.

Quero saber o que desejas ardentemente,
se ousas sonhar em atender aquilo pelo qual o teu coração anseia.
Não me interessa saber a tua idade.
Quero saber se arriscarás parecer um tolo por amor, por sonhos,
pela aventura de estar vivo.

Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com a tua lua.
Quero saber se tocaste o âmago da tua dor,
se as traições da vida te abriram ou se te tornaste murcho e fechado
por medo de mais dor!
Quero saber se podes suportar a dor, minha ou tua;
sem procurar escondê-la, reprimi-la ou narcotizá-la.Quero saber se podes aceitar alegria, minha ou tua,
se podes dançar com abandono e deixar que o êxtase te domine
até às pontas dos dedos das mãos e dos pés,
sem nos dizeres para termos cautela, sermos realistas,
ou nos lembrarmos das limitações de sermos humanos.

Não me interessa se a história que contas é verdade.
Quero saber se consegues desapontar outra pessoa
para ser autêntico contigo mesmo,
se podes suportar a acusação de traição e não traíres a tua alma.



A regra de nossas vidas é bastante clara e evidente, nunca devemos perder de vista que podemos "cristalizar" defeitos, "meus e teus". E, quando, nós, não mais  assumir isso, aí sim, poderemos saber que  àquela perseguição, "minha e tua", chegou ao fim...


                                  
Luciana de Almeida Félix








sábado, 6 de fevereiro de 2010

Dicotômica Feminina


Espécime de orgulho e séria, mas temos delicados pés...temos uma suscetibilidade sempre à flor da pele, ao nosso orgulho solene, à nossa tendência, para a primeira oportunidade, nos convertermos em doidas varridas.
 A pergunta não quer calar: De onde vem tais características? O que os genes contribuem para tais comportamentos? É evidente que esses comportamentos não são herdados, o que é herdado é o DNA. Os genes codificam as proteínas que são importantes para o desenvolvimento, manuntenção e a regulação dos circuitos neurais subjacentes ao comportamento.
O comportamento emerge como resultado do impacto dos fatores ambientais sobre esses circuitos neurais em desenvolvimento. O ambiente começa a exercer uma influência in utero, e assume importância primordial após o nascimento.
De qualquer maneira é importante não perder de vista que a mulher é um ser bio-psico-social e deve ser encarada como tal, com respeito pelo conhecimento acumulado e, sobretudo, pelo ser que é.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Essências da vida


Estou a falar dos anos...o que eu vivi e vivo, meu Deus!
Às vezes esqueço a passagem do tempo, porque por dentro ainda não fiz os anos que tenho; as pessoas, o mundo, confrontam-me com a mais pura e bela verdade...
"o meu tempo" há um lugar habitado dentro de minha cabeça onde os personagens da minha vida vivem os melhores enredos...
Quando ouço ou leio das pessoas queridas, julgo-os sempre de FECUNDOS.
Há uma força e coqueteria a que poucos conseguem resistir: AMIZADE, a verdadeira amizade...
Aos meus grandes e verdadeiros amigos, que escrevem junto comigo as linhas da história, desejo que não nos faltem tempo nem idéias de partilha.
Obrigada!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Estréia



Em menina, muitas vezes questionei à vida como seriam meus dias de hoje...uma estranha necessidade de dar passos largos com saltos de 7cm. Nunca me senti se quer inclinada...quanto menos, pensar em tropeçar...
A mulher em mim, VIVE, não sobrevive...porque tenho coragem!
O ferrão das minhas derrotas, sempre foi absolutamente suportável.
Não tenho frustrações...Tenho exaltação pela vida que estréia a cada nascente.
Surpreendo-me com a beleza " Do caminho"...e que belo!
Inchada de orgulho, pela vida...caminho pelo tapete vermelho, subo pelas escadarias, dou voltas e olho para cada canto, abro os braços, respiro aliviada e feliz! Consigo ver além do horizonte!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Andança


Já dizia o poeta: "Cada passo que repito, não é igual ao de antes, o que ficou para tráz é o que me leva adiante".

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Às deusas desavisadas:



Você tem sombra de...

Uma Antena ferida?
Que tem medo de lidar com seus sentimentos e sua sexualidade e que só vive o racional da vida, muitas vezes escondendo-se atrás de um papel profissional;
Uma chaga de Hera?
Que vive um pretenso casamento perfeito, mas delega o poder pessoal ao marido e vive a vida dele como se fosse a sua...até ser traída...e depois ainda recusa-se a perder o papel de esposa, convivendo-se com as traições de "Zeus";
Uma Deméter ferida?
Aquela que vive só para os filhos e que faz até do marido um filho, depois ressente-se quando estes crescem e vão embora. Aquela que nutre toda a família, mas não busca sua auto-realização, sendo ela própria a carente da relação.
Uma Afrodite?
Mulher que por necessidade de "amor" e atenção, aceita ser objeto sensual e sexual, vive muitas vezes o papel de amante, mas gostaria mesmo é de ser esposa, de ter um homem que a honrasse, e quando o tem, ainda acha que tem que garantir a sua feminilidade sendo a mais bonita e sensual a todo momento e a qualquer preço.

 As deusas são atributos femininos riquíssimos de significado, porém muitas vezes, para que esses atributos fluam positivamente em nós, torná-se necessário uma viagem interior, visitando as faces dessas deusas, reconhecendo quais foram feridas em algum momento de nossa vida, quais não foram feridas mas estão de certa forma "reverberando" alguma ferida familiar e ainda estão vivendo um padrão negativo - a sombra, à espera de resgate e salvamento.

domingo, 1 de novembro de 2009

O Grito



"Mulher, se preciso, desça do salto, rode a baiana até ela ficar tonta, desmanche a chapinha, mas Grite!
Anseie a sua liberdade, deixe sua marca, não guarde, não engula.
Liberte-se entre gritos. Quem sabe assim consigam escutar toda sua Exaltação!"




domingo, 25 de outubro de 2009

Mulher Ama(zona) sim, senhor!



Mulheres gostam de fazer mistério. Ela não, ela é o mistério. Por uma razão simples: a mulher amazona sabe que a vida é uma coisa assombrosa e perfeita e vive o mais sagrado dos rituais. Ela sente as estações e se movimenta de acordo com os ventos, rindo da chuva e chorando com os rios que morrem. Coleciona pedrinhas, fala com plantas e de uma hora para outra quer ficar só, não insista.
Não, ela não é uma esotérica deslumbrada mas vive se deslumbrando: com as heroínas dos filmes, aquela livraria nova, o CD do fulano... Ela se apaixona, sonha acordada e tem insônia por amor. As injustiças do mundo a angustiam mas ela respira fundo e renova sua fé na humanidade. Luta todos os dias por seus sonhos, adormece em meio a perguntas sem respostas e desperta com o sussurro das manhãs em seu ouvido, mais um dia perfeito para celebrar o imenso mistério de estar vivo.
Ela equilibra em si cultura e natureza, movendo-se bela e poética entre os dois extremos da humana condição. Ela é rara, sim, mas não é uma aberração, um desvio evolutivo. Pelo contrário: ela é a mais arquetípica e genuína expressão da feminilidade, a eterna celebração do sagrado feminino. Ela está aí nas ruas, todos os dias. A mulher amazona ainda sobrevive em todas as mulheres mas a maioria tem medo e a mantém enjaulada. Ela é o que todas as mulheres são, sempre foram, mas a grande maioria esqueceu.
Felizmente algumas lembraram. Foram incompreendidas, sim, mas lamberam suas feridas e encontraram o caminho de volta à sua própria natureza.

Languidez



Fecho as pálbebra roxas, quase pretas,
Que poisam sobre duas violetas,
Asas leves, cansadas de voar...
E a minha boca tem uns beijos mudos...
E as minhas mãos, uns pálidos veludos,
Traçam gestos de sonhos pelo ar...

sábado, 24 de outubro de 2009

Sou de aço e de flor



Sou mulher, muito mulher!
Tenho força em meus instintos;
Tenho a beleza intocável de uma flor;
Tenho cores, deveres e amores.
Minha vida segue entre lágrimas, sorrisos e suores.


terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ela...



...tem algo de especial que é um mistério, uma beleza que não se compara a nenhuma outra;
é luz em forma humana;
é condensação de amor com explosões de sentimentos na calmaria de um bem estar;
une a meiguice de menina, com a força de uma leoa;
produz calor em noites frias, é sol e lua;
é como pólen das flores, se espalha e produz vida;
não se deixa ser conduzida, ela conduz sem ser percebida;
é algo incomparável, possui uma beleza que, muitas vezes, se torna invisível aos olhos das pessoas de pouca sensibilidade, ou até mesmo dela própria;
é como vinho, seu sabor ganha valor com o tempo;
acalenta com os olhos e afaga com as mãos, sem ser preciso dizer uma só palavra, e quando diz, é sábia;
enfatiza seus momentos de euforia com grande categoria;
tem olhar de águia, enxerga longe, tem percepção;
não cobra mimos, ela dá atenção e em consequência desse carinho natural, ela os recebe de volta;
não escolhe o tempo certo, ela se adapta às situações, devido ao seu grau de necessidade;
não suga, preenche o que está em falta;
não posso dizer que ela seja fênix e renasça das cinzas, isso seria uma frase feita, porém ela é muito mais que fênix, ela é mulher e renasce do nada;
a sua beleza não está em belas pernas, traseiro redondo, seios fartos, e sim,  no seu modo de ser e de agir, num modo todo especial que dignifica e encanta o que não é visível fisicamente;
no primeiro instante, pode até não roubar a cena, mas logo a seguir, é capaz de ser protagonista de um capítulo inteiro;
não marca presença, ela faz melhor, registra sua marca;
bem...podemos chamá-la de ..., ou melhor, a medida exata do que o mundo tem de belo e prazeroso, uma sintonia perfeita entre a terra e o céu;
tem a medida certa entre a razão e a emoção;
o equilíbrio perfeito entre a paixão e o amor.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A menina em mim



Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, não entendo como moro num planeta que gira sem parar, nem como funciona um fax. Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas, não faz diferença, os dias passam rápido, existe a tal gravidade, pápeis entram e saem de máquinas, ninguém sabe ao certo quem descobriu a cor (Tem coisas que não precisam ser explicadas. Pelo menos pra mim). Tenho um coração maior do que eu, nunca sei a minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida, que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (Pra descançar a alma e dormir sossegada). Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo do Jornal Nacional, de lagartixa branca, de maionese vencida, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa. Mas um coisa eu digo: eu não paro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto: quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre questiono se você está feliz, se eu estou bonita, se eu vou ganhar estrelinhas, se eu posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim. Não gosto de meias-palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio. Aprendi que palavra é igual a oração: tem que ser inteira, se não perde a força. E força não há de faltar, porque - aqui dentro - eu carrego o meu mundo. Sou menina levada. Sou criança crescida, com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual a gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu...Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança.
Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Sem censura. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pro preço, pro laço de fita e cartão em relevo. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa.

domingo, 11 de outubro de 2009

Tempo...



...é melhor eu ler nas entrelinhas...no caso de precisar dele quando eu estiver mais velha...só não posso parar agora. Tenho que continuar a olhar pra dentro e em volta de mim.

domingo, 4 de outubro de 2009

Aos leitores masculinos II



Existe algo em algumas mulheres que pode assustar os homens:
Elas detestam ser controladas ou governadas. Não culpem-as, elas nasceram assim!
Um homem que espera que uma mulher como esta, se ajoelhe para adorá-lo, vai acabar dando com os burros na água.
Fique feliz, senhor homem, apenas com o fato dela permitir que o ame e fique ao seu lado! Ela pode amar com grande paixão e intensidade, mas grande parte desse amor está direcionado a ela mesma!
Apesar dessa frase parecer egoísta, ela não tem nada de egoísta. Esta mulher pode ser muito generosa, bondosa e compreensiva. O que ela faz é apenas deixar bem claro que nunca aceitará ficar em segundo plano!
Nunca esqueça de alimentar o ego das mulheres, apesar de fazerem cara de pouco caso, elas simplesmentes, não podem viver sem eles! Mas, por favor, seja criativo!
Elas podem até parecer tímidas, meigas. Não se iluda! Deve ser apenas uma daquelas fases quando seu orgulho está adormecido. Tente provocá-la um pouco, e perceberás, ela voltar a ser a mulher de sempre!
Ela quer o melhor do homem e só irá se entregar, quando achar que descobriu o homem certo!
Para ela "sexo frágil" soa como uma ofensa sem perdão. O melhor é sempre está ao seu lado de igual pra igual. Mostre-se forte e capaz de vencer qualquer dificuldade na vida, e ela vai adorá-lo!
Muitos supõem, que elas são arrogantes e insuportáveis, devido à sua vaidade e orgulho, dificilmente isso ocorre. Elas são mulheres de autoconfiança surpreendente. Possuem um magnetismo e charme que é de derreter icebergs. Costumam ser um poço de bondade e nunca pensará duas vezes antes de fazer um sacrifício para ajudar alguém em apuros.
Raramente encontrarás uma mulher desse tipo desarrumada, afinal ela não se veste bem apenas para se mostrar bela para o mundo.
Se conheces e estás apaixonado por uma mulher como esta, parabéns! Você tem uma mulher que sabe ser elegante, tem bons gostos, adora aventuras e são ótimas amantes, como poucas.
Então felizardo, conseguistes conquistar uma das melhores mulheres do mundo! Não é fácil lidar com elas, mas os momentos de bom humor e otimismo, farão com que sempre esteja feliz com ela e com a vida!

sábado, 3 de outubro de 2009

Colore-me



...uma tinta vermelha escorre sobre minhas cores,
eu apago e escrevo teu nome no meu corpo,
os teus dedos colorem e correm por
minhas curvas.
Ainda escreves por estes muros...
que a tinta vermelha, encarnada,
há muito não saía de minha saia,
e que minha pele alva, teus dedos ainda permanecem
como marcas...

Rasgos




No ponto-cheio
do meu corpo
contra teu corpo
alinhavado.
Tecido suturado
ponto-cego de desejo.
Agora, desabotoa-me a pele
atravessa-me.
Veste-me teu corpo
de seda e silêncio.

Deixá-a, nua, pairando à flor das coisas




Ai deixa, deixa lá que a poesia
no perfume das flores, no quebrar
das ondas pela praia,
na alegria
das crianças que riem sem porquê
-deixa-a lá que se exprime a Poesia.

Fica sentado aí aonde estás, Poeta,
deixa-a viver em si;
não tente segurá-la em teus braços,
não pretenda vestí-la com palavras...

Se a queres ter,
se a queres sempre ver pairando à flor das coisas, fica aí
no teu cantinho, e nem respires, Poeta, e não te bulas,
pra que ela não dê por ti.

Não a faças fugir, toda assustada
com a tua presença...
Deixa-a, nua, pairando à flor das coisas,
que ela não sabe que a viste,
nem sabe que está nua,
nem se quer sabe que existe...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Horas Rubras



Horas profundas, lentas e caladas
feitas de beijos sensuais e ardentes,
De noite de volúpia, noites quentes
Onde há risos de virgens desmaiadas
Ouço as olaias rindo desgranhadas
Tombam astros em fogo, astros dementes.
E do luar os beijos languescentes
São pedaços de prata p'las estradas
Os meus lábios são brancos como lagos
Os meus braços são leves como afagos,
Vestiu-os o luar de sedas puras
Sou chama e neve branca misteriosa
E sou talvez, na noite voluptuosa
Ó meu poeta, o beijo que procuras!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Pertenço a essa Raça




[...]

Porque pertenço à raça daqueles que mergulham de olhos abertos
E conhecem o abismo pedra a pedra, anémona a anémona, flor a flor.
[...]
De olhos abertos inteiramente acordada
Sem drogas e sem filtro
Só vinho bebido em frente da solenidade das coisas –
Porque pertenço à raça daqueles que percorrem o labirinto
Sem jamais perderem o fio de linho da palavra.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mulher Nova Bonita e Carinhosa



Numa luta de gregos e troianos
Por Helena, a mulher de Menelau
Conta a história de um cavalo de pau
Terminava uma guerra de dez anos
Menelau, o maior dos espartanos
Venceu Páris, o grande sedutor
Humilhando a família de Heitor
Em defesa da honra caprichosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor

Alexandre figura desumana
Fundador da famosa Alexandria
Conquistava na Grécia e destruía
Quase toda a população Tebana
A beleza atrativa de Roxana
Dominava o maior conquistador
E depois de vencê-la, o vencedor
Entregou-se à pagã mais que formosa
Mulher nova bonita e carinhosa
Faz um homem gemer sem sentir dor

A mulher tem na face dois brilhantes
Condutores fiéis do seu destino
Quem não ama o sorriso feminino
Desconhece a poesia de Cervantes
A bravura dos grandes navegantes
Enfrentando a procela em seu furor
Se não fosse a mulher mimosa flor
A história seria mentirosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor

Virgulino Ferreira, o Lampião
Bandoleiro das selvas nordestinas
Sem temer a perigo nem ruínas
Foi o rei do cangaço no sertão
Mas um dia sentiu no coração
O feitiço atrativo do amor
A mulata da terra do condor
Dominava uma fera perigosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor



Nicho feminino



Habita em mim, uma mona!
Não a mona Da Vinci, de sorriso enigmático, obra prima da eternidade.
Habita em mim, a mona simples mulher!
Não a mona Amélia de Ataulfo Alves e Mário Lago,
Que aceita toda sorte de privação sem reclamar, por seu homem amar.
Habita em mim, uma mona simples mulher!
Mas ciente de deveres e direitos, atenta a defender a jus de outra qualquer.
Habita em mim, a mona mulher dedicação!
Dotada de sentimentos femininos, carinho compreensão.
Habita em mim, a mona dona, não a “Dona” título honorífico real
Mas a que tem domínio, senhora de alguma coisa, dona mãe, dona amante, dona mulher.
Habita em mim, uma mona!
Não como a “mulher de Cesar” com imperial reputação inatacável
Mas como a mona mulher comum ativa
Que chora seus medos ama seus afetos e enfrenta seus embates de vida.
Habita em mim, uma mona!
Não a fêmea do mono, nem a boneca de pano feita de ilusão
Mas a mulher prenhe de sentimentos e pronta a luta travar, em sua própria razão e emoção

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Manhã dos 33


Às vezes eu tenho uma leve impressão
Às vezes é uma bruta certeza
de que a nossa vida na Terra
não é bem uma viagem de férias
Nascemos pelados, sem nada, sozinhos
como fogo do sol nos olhinhos de neném
E ninguém pode nos consolar
da fome enorme que é viver
da imensa dor que é nascer na Terra
Saudade da luz das estrelas... saudade... estrela
Tudo vem, passa por nós e se vai
Sonhos e planos, fracassos, vitórias
o bem e o mal, pesadelos e sonhos bons
nada mais restará na corrente dos anos
que ainda tentamos deter a todo custo nas mãos
Se tudo e todos que amamos se vão
Meu amor segura firme a minha mão
A mente e a cor tão breves são ilusões
Só restará o coração, a vela de um barquinho
no oceano infinito do Tempo a vagar...
E na branca manhã dos meus 33
Eu tive uma bruta certeza
De que a vida humana na Terra
Não é bem uma viagem de férias...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A megera domada

Há tantos segredos, nesse coquetel de: "Felizes para sempre!"
O humor, a admiração mútua, a cumplicidade, o respeito, a indentificação, gostos parecidos, torcer pelo mesmo time de futebol, mesma hora de acordar e de dormir...
Essa história em que "Os opostos se atraem", só fazem sentido em aula de física, ou então em namoro relâmpago de adolescente.
A vida ensina que o amor é um espelho, mesmo que fique um pouco turvo. Essa coisa de negociar e fazer concessões o tempo todo deve ser uma chatisse.
Se eu tivesse de escolher dois segredos para manter um bom relacionamento, seria: Paciência e Dignidade!
Cada relação deve ser construída a partir de suas éticas que lhe convém e que funcionam de acordo com o universo intelectual e moral das duas pessoas que o formam.

domingo, 6 de setembro de 2009

Desperta-te


Contos de fadas nunca primaram pela criatividade no final. Quase sempre, a indefesa mocinha é salva das bruxas por um príncipe, com quem se casa e vive feliz para sempre. Por décadas esse modelo foi idealizado pela maioria das mulheres dispostas a iniciar uma vida a dois. E, mesmo que o príncipe virasse sapo, elas toleravam a falta de correspondência entre realidade e sonho para ter um homem por perto.

Só que, os tempos mudaram e estamos nos libertando desse tipo de amarra- e estamos cada vez mais exigentes em relação às qualidades que esperamos de nosso parceiro. Admiração, respeito e apoio são hoje mais importantes que riqueza e beleza. Tudo muito claro pra nós. Mas, como fica o homem nessa história?

"Ele mudou e percebeu que a mulher mudou, que ela não é mais a feminista agressiva, mas sim, um ser independente com poder de escolha". Esse ser independente não quer mais se sujeitar a uma relação em que não haja satisfação completa, especialmente se estivermos sozinha a procura de um homem. Nós conseguimos determinar muito claramente que não vamos entrar numa relação de invasão por um homem que não valha a pena.
Por mais que os homens achem que as mulheres falam e cobram demais, é dessa troca que sai a educação masculina para os relacionamentos, nós ensinamos, e eles fazem a busca pessoal com um olhar masculino.

Eu e tu: Nós

Encontros e despedidas...
Passagens transitórias, chegadas definitivas...
A vida se desdobrando em pequenas partes...
Eu me (e) encontrando, surpreendendo-me, como se ainda não soubesse nada...
Misturando minha vida na vida do outro, permitindo que nossos significados nos congreguem.
Abandono a solidão de minha condição de posse, para alcançar a proeza de ser com o outro...
E quando tu chegar:
Ame-me com e em altas dosagens...Perigosamente.
Ou esqueça-me...E se assim escolher... Esqueça-me bem devagarzinho.

Trovas de muito amor para um amado senhor

Dizeis que tenho vaidades.
E que no vosso entender
Mulheres de pouca idade
Que não se queiram perder
É preciso que não tenham
Tantas e tais veleidades.
Senhor, se a mim me acrescento
Flores e renda, cetins,
Se solto o cabelo ao vento
É bem por vós, não por mim.
Tenho dois olhos contentes
E a boca fresca e rosada.
E a vaidade só consente
Vaidades, se desejada.
E além de vós
Não desejo nada.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ao homem é lícito desejar as coisas sensíveis de maneira racional, enquanto à mulher é lícito desejar as coisas racionais de maneira sensível...A natureza secundária do homem é a principal da mulher.

Mulher

Pra descrever uma mulher
Não é do jeito que quiser
Primeiro tem que ser sensível
Se não, é impossível
Quem ver, por fora, não vai ver
Por dentro o que ela é
É um risco tentar resumir
Mulher...
De um lado é corpo e sedução
De um outro força e coração
É fera e sabe machucar
Mas a primeira a te curar
E sempre faz o que bem quer
Ninguém pode impedir
É assim começa a definir
Mulher...
Mulher...
Entre tudo o que existe é principal
Pra você gerar a vida é natural
Esse é o mundo da mulher...
Mulher..
Que a divina natureza fez surgir
A mais linda obra prima que alguém já viu
Assim nasceu a mulher
Nas mãos de Deus...
Por mais que o homem possa ter
Se ela não dá pra viver
As vezes pede proteção
Pra ter um pouco de atenção
Se fingi ser tão frágil mas, domina quem quiser
Pois ninguém pode definir
Mulher...
Mulher...
entre tudo que existe é principal
Pra você gerar a vida é natural
Esse é o mundo da mulher
Que a divina natureza fez surgir
A mais linda obra prima que alguém já viu
Assim nasceu a mulher
Nas mãos de Deus...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Cinderela: A história que sua mãe não contou!

Nossos sapatos não são de cristais, nossos cavalos não são mancos, não há carruagens parada às portas de nossas casas esperando para nos levar ao destino de nossos sonhos.

domingo, 30 de agosto de 2009

Em teu seio ó liberdade...

Tudo o que você precisa saber para manter a saúde e a beleza dos seus seios de A a Z:
Auto exame:  É a principal arma contra o câncer de mama. Deve ser feito todo mês, uma semana após a menstruação.
Biópsia: Hoje é possível aspirar células do tumor com uma agulha, que é guiada por imagens colhidas na mamografia ou pelo aparelho de ultra-som. Essa punção é uma técnica muito difundida e indolor.
Cistos: Mais de 80% dos caroços encontrados nos seios são benignos. Entre eles, estão os cistos, que têm o conteúdo líquido, e os nódulos de consistência fibroelástica. Já o câncer é duro como pedra e pode fazer a pele retrair.
Displasia: Nos dias que antecedem a menstruação, podem aparecer pequenos caroços na mama, acompanhados de dor ou inchaço. É a chamada alteração funcional benigna da mama.
Estrias: Mais do que o ganho de peso, o que provoca a sua formação é o crescimento rápido e exagerado da glândula mamária que, às vezes, ocorre na puberdade e na gravidez.
Flacidez: Para defender seus seios do problema, use sutiã, corrija a postura e pratique exercícios peitorais.
Genética: Por meios de testes, já é possível identificar dois genes passíveis de sofrer transformação maligna. O BRCA 1 e o BRCA 2, mas só é recomendável a quem tiver histórico familiar de câncer.
Hormônios: Favoráveis à suplementação hormonal, as pílulas anticoncepcionais ou reposição hormonal, beneficia ao coração, aos ossos e à saúde em geral, mesmo em mulheres mais sujeitas a contrair o câncer.
Implante: A prótese com silicone gel ainda é a mais utilizada pelos cirurgiões, para evitar danos causados por um eventual vazamento, os médicos aconselham a troca de prótese a cada 8 anos de implante.
Juventude: É verdade que a maioria dos tumores de mama ocorre em pacientes com mais de 50 anos. Mas, nos raros casos em que a doença se manifesta antes dos 35 anos, ela tende a ser mais agressiva. Possuir antecendentes na família, menstruar cedo, ter menopausa tardia, não engravidar e ser mãe com idade avançada, são fatores que aumentam o perigo.
Lactação: Amamentar faz bem para o bebê e para a mãe, que passa a ter menos riscos de câncer de mama.
Mastite: Febre alta, calafrios e vermelhidão nas mamas são sintomas de mastite, inflamação dos canais que levam o leite até o mamilo, causada por uma bactéria que se introduz no seio durante a gestação.
Nutrição: A incidência de câncer de mama é mais alta em mulheres que a dieta é rica em gorduras animais.  O consumo de frutas, verduras e legumes, têm efeitos protetor contra o câncer.
Oncologia: Para esclarecer dúvidas, entre em contato com o INC- Instituto Nacional do Câncer.
Pêlos: A cera e os aparelhos que arrancam os pêlos pela raiz são contra indicados, já que podem irritar a pele.
Quimioterapia: O tratamento visa destruir as células malignas que eventualmente escaparam do bisturi, durante a remoção do tumor, e consiste em injeções ou comprimidos de agentes como a doxorrubicina ou docetaxol e o paclitaxel.. Seus desagradáveis efeitos colaterais, como náuseas e vômitos e que também são combatidas como outros medicamentos.
Redução: Uma das cirurgias plásticas mais comuns, a mastoplastia de redução é feita com um corte em forma de "T", invertido ou circular ao redor da aréola.
Sinais de perigo:  A mulher deve procurar um médico sempre que achar qualquer nódulo na mama; qualquer deformação no seu contato natural; qualquer retração ou desvio do mamilo; qualquer saliência; e reentrância da pele; eczema em torno do mamilo ou da aréola; perda de sangue ou secreção pelo mamilo; caroço duro na axila. Lembre-se quando descoberto a tempo, o câncer de mama é curável.
Tabagismo: A fumante corre o dobro de risco de contrair a doença.
Ultrasom:  Indicado para pesquisa de tumores em pacientes copm menos de 35 anos, que têm mamas pouco gordurosas e com mais tecido glandular e, como complemento da mamografia em mulheres mais velhas.
Visual: As mamas têm de ser simétricas, mas não necessariamente iguais na forma. pequenas variações são aceitáveis.
X (raios): Utilizando filmes mais sensíveis e doses cada vez menores de radiação, a mamografia identifica tumores de 2 e 3 milímetros, numa fase ainda não são palpáveis.
Zona erógena: Diversas terminações nervosas fazem do seio, em especial do bico e da área ao redor dele, uma parte do corpo extremamente sensível ao toque. Algumas mulheres atingem o orgasmo com carícias na região, sem que haja contato genital.