Há sementes em meu ventre. São poemas que ainda não reguei. Prefiro guardá-los em silêncio Até que o tempo amadureça meus minutos E a vida me contemple com seus frutos. (Mônica Montone)
sábado, 22 de outubro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
Substancialidade
Andar sozinho não dói.
Costume.
Sentir-se sozinho é outra coisa.
Cheiro minha pele com Oh!
Como brigadeirão!
Escrevo um livro!
Brigo com meu cabelo,
com os excessos de tecido adiposo.
Dou risada e choro com coisas bobas.
Carrego nas pernas as trilhas percorridas em forma de vasos comunicantes.
Nas mãos, tinta, calos e giz.
No pulso, 1/3.
Nos ombros, pequenos fardos.
Na garganta, um grito de paz e de justiça.
Na boca, sede de bebida boa.
Engulo, do doce ao amargo.
No peito, um coração fortiflagilizado.
No ventre, botões, que se afloram a cada 28 dias.
Comemoro:
A terra, por poder está sobre ela, caminhando.
Por poder enxergar, as belezas e as feiuras,
em colorido.
...
...
Sofro por coisas que tem fundamento,
pela dor de quem sente dor de verdade.
Dou e divido atenção a centenas de pessoas por dia,
com competência e tranquilidade.
Discuto com honestidade.
Defendo os interesses pessoais e coletivos com lucidez.
Não tenho medo do pavoroso e tortuoso.
Tenho medo de gente que anda disfarçada.
Faço regras, quebro pouquíssimas vezes a rotina,
por falta de tempo e oportunidades.
Nos momentos de reflexão, primeiramente
escolho os cascalhos,
jogo-os fora,
depois preencho com amplos e transformadores pensamentos.
É o desafio da continuidade.
Iniciar é sempre mais simples...
...
Viver continua sendo o absoluto dos meus dias e das minhas noites!
...
Nunca tive, nem preciso de heróis,
tão pouco acredito em magias,
encantamentos,
nunca encontrei,
explicações para isso.
Acredito no que se estende através do tempo,
nas quatro direções,
até onde a vista alcança.
...
Paralela à magnífica consciência,
todos os dias constato
que meu mundo exterior
suporta minha interioridade.
...
Insight!
Nunca tive, nem preciso de heróis,
tão pouco acredito em magias,
encantamentos,
nunca encontrei,
explicações para isso.
Acredito no que se estende através do tempo,
nas quatro direções,
até onde a vista alcança.
...
Paralela à magnífica consciência,
todos os dias constato
que meu mundo exterior
suporta minha interioridade.
...
Insight!
Peregrina[mente]
Quando atinjo a via expressa, estou pensando no que prepararei para o trabalho e imagino se conseguirei algum tempo para escrever antes de qualquer coisa. Em princípio, nem se quer percebo a meia dúzia de pessoas ao meu redor. Ouvindo apenas o motor do carro, observando as luzes dos faróis que atravessam a pupila, traço as linhas e escrevo, em pensamentos... e pergunto-me: " Minha vida está entre elas?".
domingo, 21 de agosto de 2011
Quando bater na porta, deixe-o entrar
Essa mulher é uma casa secreta. Em seus cantos, guarda vozes e esconde fantasmas.
Nas noites de inverno, quem entra nela, não sai nunca mais.
Essa casa precisa ser habitada, atravessada no mais profundo.
Nela se espera o vinho de quem a beberá, muito suavemente.
Bata na porta e espere...
se usar a chave e não girar, espere...
Quando entrar nessa casa, você vai ouvir uma voz desafinada vinda do banheiro,
logo depois, marcas de pés molhados no chão,
um cheirinho de comida vem da cozinha,
e sobre a mesa, uma maçã meio comida.
Um cigarro meio fumado, lagarta de cinza morta, tinge a beira do cinzeiro.
E, nesta mesma noite, a casa transpirará entre rasgos e sedas.
domingo, 31 de julho de 2011
Manhãs dos 35: Tenho dito
Meu corpo está perdendo a flexibilidade, mas, em troca adquiri uma leveza tão absoluta que, se eu quisesse, poderia desprender-me do chão e flutuar com as estrelas. Sinto um tremendo poder, toda a força da águia em meu sangue. Sinto que a força alcança até a última fibra de meu corpo e de minha consciência.
SOU ÁGUIA! Digo em voz alta, e em seguida abro os meus olhos.
"Após ter sentido o gosto de voar você há de andar para sempre na terra com os olhos voltados para o céu , pois esteve lá, e, para lá sempre há de desejar voltar." (Leonardo Da Vinci)
domingo, 10 de julho de 2011
Coerência
Quando o universo me mostra algo sofrido e desagradável, não vejo o fato como um presente bem vindo. Minha reação imediata é olhar apenas um lado, aquele que se apresenta, e sinto-me com as asas cortadas e o coração pesado...
Leva tempo - às vezes muito tempo - para observar o outro lado, buscar os significados ocultos, encontrar os presentes secretos que surgiram em minha vida. Em lugar disso, escondo minha cabeça sob a asa e caminho cabisbaixo, esquecendo que ainda posso voar e me elevar para outro lugar e para outra perspectiva.
Estou aprendendo a ver os aspectos da vida que nem sempre seguem as leis da razão, da lógica, mas vagam através de várias voltas ou reviravoltas. Tudo tem um outro lado.
Os pássaros não poderiam voar sem os dois lados das asas; tão pouco poderíamos...
Com a compreensão vem a sabedoria, marcando o nosso caminho. Ficar atenta! Notar o que está à volta. Ver tudo o que a gente é e sente em cada peça desse universo.
A experiência das projeções nos coloca dentro de um mundo sem sustentação; e mundo projetado não é mundo que realiza, nem faz realizar.
Conscientizar-se que a proposta que a vida nos dá seja encarada com honestidade para o nosso crescimento e aprendizado, sem a idéia de projeções, competição e ou submissão.
Tomar consciência das intenções que norteiam os nossos atos é o primeiro passo para reorientarmos nossa conduta, retirando o poder desumano que tantas vezes nos é inerente.
Cuidados e atenção, a vida é tão frágil e ao mesmo tempo tão suportável. Assumir a partilha, instaurar de forma avassaladora o bem comum consigo e com outros.
Penso, que assim, a travessia chegará ao que propusemos, numa condição feliz.
sábado, 4 de junho de 2011
Aquietando
Esperança, persigo na vida, ciente de que fracasso muito na compreensão do outro e na minha própria. Cobro de mim o que não consigo dar e espero que o outro me conceda o que já tenho. Teimo em requisitar explicações para dias sombrios em vez de aguardar um pouco as nuvens partirem. Sofro quando não consigo entranhar o que sei, o que ensino. Falho quando estou cansada...
...e na fraqueza que experimentamos, há sempre uma força sendo gestada.
"E que a minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor e a outra metade também" (Oswaldo Montenegro)
domingo, 8 de maio de 2011
A luz de um milagre
Quem o ensinou a ser assim? Já tão espertinho dentro do amniótico. Um pedacinho de gente que já sabe colocar a mão na boca e, aposto que ele sorriu.
Uma imagem que quebra todas as regras que nossa inteligência postula.
Um gesto já preparado pelo valor afetivo de seus pais, que são determinantes no amor e sabem muito administrar a experiência vivida.
Que céus e terras protejam e conservem os vossos corações com esta simplicidade e sinceridade.
A mais nova mamãe, Juliana, minha adorável amiga:
Uma imagem que quebra todas as regras que nossa inteligência postula.
Um gesto já preparado pelo valor afetivo de seus pais, que são determinantes no amor e sabem muito administrar a experiência vivida.
Que céus e terras protejam e conservem os vossos corações com esta simplicidade e sinceridade.
A mais nova mamãe, Juliana, minha adorável amiga:
Que essa felicidade esperada "ARTUR" acrescente muitas luzes e alegrias na vida de todos que os rodeiam.
Parabéns por este novo dia em seu calendário feminino!
Parabéns por este novo dia em seu calendário feminino!
sábado, 7 de maio de 2011
À minha... à nossa
Com ela reaprendo todos os dias a experiência de ser mulher e construo pilares dessas experiências.
Basta um olhar de quem nos ama de verdade que encoraja a sermos nós mesmos.
Eu quero alcançar esse jeito de olhar.
E, a partir dele me colocar a amostra de suas verdades.
À minha, à sua, à nossa...MÂE, uma flor no teu cabelo.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Promotora de mudanças
O destino de ir e vir ainda não terminou.
As portas e seus umbrais silenciaram a espera de chegadas.
Serviram-me neste momento algumas porções de saudade. E depois, a coragem.
Quero ficar aqui.
Não há lugar nenhum a que eu possa chegar,
senão a mim.
Vou ficar preparando o futuro.
Ficarei em silêncio sem as dispersões das falas.
Quem sabe assim eu esqueça o medo e redescubra a beleza que há na coragem!
Quem sabe assim eu esqueça o medo e redescubra a beleza que há na coragem!
sábado, 23 de abril de 2011
Infinitudes
"Nem se eu bebesse todo o mar , encheria o que eu tenho de fundo".
(Djavan)
Voando pela imensidão dos sentimentos, libertando as vaguezas de sentidos.
Observando atentamente os "amanheceres", contemplando-os, como se fossem os primeiros ou como se fossem os últimos.
Não costumo estender no tempo a duração da noite...
Em meio a consciência "iluminada", naturalmente impulsiono cada vez mais a evolução desejosa de ser, estar e fazer feliz.
(Djavan)
Voando pela imensidão dos sentimentos, libertando as vaguezas de sentidos.
Observando atentamente os "amanheceres", contemplando-os, como se fossem os primeiros ou como se fossem os últimos.
Não costumo estender no tempo a duração da noite...
Em meio a consciência "iluminada", naturalmente impulsiono cada vez mais a evolução desejosa de ser, estar e fazer feliz.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Desfinitudes
Distantes de gestos novos e ausentes de palavras,
na tentativa tresloucada de se agarrar a alguma coisa,
muitos encontram esconderijos em realidades fugazes, transitórias.
Mas não são capazes de preenchê-las de sentido.
Apenas entorpecem por um tempo cuja duração não sabemos precisar.
E assim vivem, envelhecem e morrem.
Morrem antes do tempo...
sábado, 12 de março de 2011
Alma, corpo e sangue
O que vem de assalto e desmantela...
...senti(n)do,
ou imaginada...
leituras corretas ou erradas, mas, leituras.
A alma, um recôndito provisório;
O corpo, perito em tal arte;
O sangue desmancha o que é sólido, em ritmo diferenciado,
resposta antropológica dos desdobramentos mais salutares da ingestão do bom e do precário.
domingo, 7 de novembro de 2010
Tua Caminhada
Tua caminhada ainda não terminou....
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras e do teu silêncio.
Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia
e sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz e não do ressentimento.
É certo que irás encontrar situações tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre o lado bom da chuva
que cai e não a faceta do raio que destrói.
Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios precisa da água
que rola e o coração necessita de afeto.
Não faças do amanhã o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.
- Charles Chaplin -
"Alguns sacrifícios não são e nem serão bem-vindos nos nossos tempos, há pessoas que se esmeram por buscar atalhos, estas não encontram disposição para trilhar a estrada mais longa, ainda que ela seja repleta de beleza e surpresas.
Quanta incapacidade de viver o segundo pilar do conceito de pessoa: a disponibilidade."
domingo, 8 de agosto de 2010
A minha Pãe
Descansa no meu colo tua cabeça de mulher. Deixa que eu seja a tua mãe, ainda que por instante. Vivamos o parto às avessas. Eu, que sou tua filha, por ora quero ser tua mãe. Só pra ter o prazer de te ver menina tão cheia de sonhos. Só para puxar os teus cabelos e nele colocar laços bordados de alegrias. Cores de tempos antigos, distantes, quando nem imaginavas que um dia eu seria a tua filha. Fica quietinha por aqui. Permita que eu cuide de tuas coisas, teu guarda-roupas tão cheio de desordens, não importa. O remédio eu trarei, teu alimento eu plantarei, e ajeitarei o teu travesseiro de um jeito que gostes. Só para descobrir a alegria de reverter os poderes do tempo, inverter a ordem dos fatos. Só pra ter a graça de te chamar de minha filha, minha menina, minha mainha. Só para ter a graça de evitar teus choros futuros, tuas dores constantes, teus medos tão delicados. Medo de me perder, de que eu morra antes da hora, e de que não estejas por perto no momento em que eu precisar de tua mão, como no passado, quando me conduzias contigo, como se fossemos um só, um nó de gente, amarrado e costurado no amor que sobrava do teu peito. Amor que Deus esqueceu no mundo e que eu vi de perto, quando o sofrimento entrou pela janela de tua casa, e mesmo vendo partir as carnes que nasceram do teu ventre, o teu olhar me encoraja a não desanimar da vida. E juntas, seguimos atadas pela estrada, que é feita de sonhos, de tristezas e de risos.
Mainha querida, FELIZ DIA DOS PAIS!
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Manhãs dos 34- Acolhendo alegrias possíveis
Estado natural.
A alegria natural é capaz de mover o sorriso na direção das intenções do pensamento, como se fosse uma prece, embora as palavras não sejam pronunciadas.
Um pequeno detalhe de felicidade, elege como causa de realização.
É um motivo humano, criado e desenvolvido pelo motivo divino.
Marco Aurélio, grande imperador e pensador, dizia: " a felicidade da vida depende da qualidade de nossos pensamentos".
A serenidade é fruto da mente bem esclarecida e bem norteada por um pensamento saudável.
sábado, 31 de julho de 2010
Retrato poético e divertido de um tipo de homem contemporâneo
APETITE PELOS GOSTOS MENOS DESENVOLVIDOS;
INÉRCIA SENTIMENTAL;
RACIONALIDADE PASSIVA;
SUBJETIVIDADE PATÉTICA;
CRENÇAS POR INDUÇÕES;
DESCULPAS INSTINTIVAS;
AVESSOS AO CONHECER, AO SABER;
ENCARCERADOS AO CASULO DA MEDIOCRIDADE;
AUTO-DISTINGUEM PELA QUANTIDADE;
SEGURANÇA APENAS E ÀS VEZES SÓ EM QUATRO PAREDES;
PREFERÊNCIAS ÀS MUDAS E DE PERNAS ABERTAS;
PREFERÊNCIAS ÀS MUDAS E DE PERNAS ABERTAS;
...
domingo, 18 de julho de 2010
O que há por trás?
Não dá nenhum trabalho pra olhar a aparência das coisas ou das pessoas, não requer nenhum esforço. Olhar pra o aspecto exterior é muito fácil. Emitir algum comentário sobre aquilo que a gente vê , sobre aquilo que nossos olhos esbarram. São as superfícies, é essa parte mais fácil de ser enxergada, é essa parte externa que encontramos com muita facilidade. Agora se começarmos a pensar que o que é real é mais do que os nossos olhos conseguem enxergar, começamos a entrar no mistério das coisas.
Uma das regras filosóficas, é: Ultrapassar a superfície das aparências. Aquilo que na filosofia chamamos de senso comum, aquilo que é dado ao natural, aquilo que podemos saber sem muito esforço. Mas, é sábio saber que todas as vezes que ultrapassamos a superfície da realidade nós somos presenteados com o pensamento de profundidade.
Todos nós somos vítimas dos olhares apressados.
Mas há uma forma bonita de acabar com isso: Um momento de pergunta.
Quebrando a margem, há possibilidade de conhecer os aversos. É como comprar um tecido: não devemos olhar apenas a parte bonita dele, sua qualidade não está apenas na sua aparência, o que faz o tecido verdadeiramente valer, é o averso, porque o averso dá a fibra de sustentação, a beleza só é duradoura, quando ela possui um averso que a segura.
Há pessoas que fazem de nossa vida, a mesma lógica dos tecidos de carnaval, não se preocupam muito com as fibras de sustenção, param naquele aspecto superficial porque se preocupam muito com o que as pessoas estão vendo.
E quantas pessoas vivem de maneira como tecidos de carnaval...artificiais.
É bom cuidar daquilo que nossos olhos não alcançam na medida que nós procuramos nos conhecer e conhecer o outro.
Viver e fazer feliz, é buscar as fibras que nos sustentam, para que, se existe uma beleza, essa beleza seja consistente. E mesmo que não exista uma beleza, que seja apenas uma fibra de sustenção.
Todo tecido tem sua validade, sua utilidade...não basta ser apenas bonito.
E, na mística dos aversos, há sempre uma necessidade de tecer bem os fios que nos sustentam e nos deixam de pé.
A vida passa, a beleza passa e o que restará será apenas as fibras que cultivarmos.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Pausa pro café
Viro-me para todos os lados e escolho o centro: O SILÊNCIO.
Esta é a hora de respirar sem pontadas no peito.
Não é preciso eliminar cheiros da pele para sentir o aroma que a vida tem pra dar.
Não é preciso que "palavras ao vento" sejam arrancadas da traquéia.
Quando se vê que neste mundo de Deus, há diferentes luzes e, conscientemente, juntamos algumas, há um eclipse e, algumas coisas podem ser transformadas.
É bonito pausar...perseguir a própria cauda e não chegar a conclusão nenhuma.
domingo, 30 de maio de 2010
Sunrise
...But every shadow is evidence of sun and every tomorrow holds out hope for us...
For everyone, for us!
sábado, 22 de maio de 2010
Livre arbítrio
Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer
circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E, então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... AUTO-ESTIMA.
Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia,
meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo
contra as minhas verdades.
Hoje sei que isso é... AUTENTICIDADE.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse
diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu
crescimento.
Hoje chamo isso de... AMADURECIMENTO.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar
forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo,
mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada,
inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... RESPEITO.
Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... pessoas, tarefas, crenças, tudo e qualquer coisa que me pusesse
para baixo. De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... AMOR-PRÓPRIO.
Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de
fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu
próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... SIMPLICIDADE.
Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e,
com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a... HUMILDADE.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de
me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é
onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... PLENITUDE.
Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me
atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do
meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... SABER VIVER!!!
( Kim McMillen )
Apenas, ame-se!
Luciana de Almeida Félix
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Lapidando
O que lapida pedras, trabalho tem com ela;
e o que corta lenha, ao cortá-la correrá seus riscos.
A singularidade é um tesouro que não se esgota. Constantemente, vivemos a aventura de desvendar nossos territórios. É como se todos os dias fizéssemos uma caminhada pelo espaço onde está localizada nossa casa, e sempre descobríssemos lugares nunca antes percebidos. Uma vez descoberto, o território passa a incorporar o que somos. Olhamos e dizemos: isso é meu! Isso sou eu! Descobrir não é inventar. Nós já estamos em nós; o único esforço é descobrir o que somos. Enquanto estivermos vivos estaremos constantemente aumentando a nossa propriedade. estaremos nos aventurando no duro processo de autoconhecimento, desbravando fronteiras, retirando as travas das porteiras que nos impedem de ir além do que já pudemos avançar em nós.
Cada pessoa é uma propriedade já entregue, isto é dada a si mesma, mas ainda precisa ser "lapidada". É como se pudéssemos reconhecer: "Eu já sou meu, mas preciso me lapidar", porque, embora eu tenha a escritura nas mãos, ainda não conheci a propriedade que a escritura me assegura possuir. Aos poucos, vamos tomando posse, retirando lacres, descobrindo detalhes. A aventura constante da busca, dá-se como resultado a disposição de si e o que dispõe de si estabele relações. Depois de assumida a propriedade, aquele que se possui passa a ter condições de receber visita.
Luciana de Almeida Félix
Tear
Tecendo está meu tear, telas para meu uso e telas que não irei usar.
Somos semelhantes às tramas dos teares. Os fios entrelaçam para juntos formarem o tecido. Em suas cores diversas, elas não deixam de ser o que são; apenas entram na trama que comporá o todo.
Luciana de Almeida Félix
domingo, 21 de março de 2010
Meu jeito
( Minha versão, por excelência! )
Agora, o começo está próximo...
...então eu encaro esse desafio de partida.
Tenho uma vida cheia (Graças a Deus!),
Viajo pelas coisas e pessoas, até muito mais do que isso,
eu faço, porque é o meu jeito...
Arrependimentos? Alguns. Mas tão poucos para mencionar...
Eu faço o que eu tenho que fazer,
eu vejo tudo, sem excessão,
eu planeio cada caminho do mapa,
cada passo cuidadosamente,
no correr do atalho,
ou muito mais do que isso,
mas, é do meu jeito.
Tem horas que eu tenho certeza,
que quando mordo eu posso mastigar,
mas, entretanto,
quando há dúvidas,
eu engulo e depois cuspo fora.
Eu encaro, e continuo grande,
porque, é o meu jeito...
Eu amo, rio e choro,
tenho minhas falhas e partes de derrotas,
lágrimas descem,
mas depois acho até tudo divertido,
de pensar, que tudo que eu faço,
e talvez eu até diga,
não de uma maneira timida,
não, eu não,
eu faço, do meu jeito.
E pra uma mulher,
o que ela tem,
se não ela mesmo,
então ela tem tudo,
pra dizer as coisas que sente de verdade,
e também as palavras que ela quer revelar.
Os registros mostram,
tenho meus momentos de Graça,
e os tenho, do meu jeito...
quinta-feira, 18 de março de 2010
O resto? Ainda não sei...
Quando pautamos nossa vida a partir de nossa utilidade, corresmos o risco de nos desprender de nossos verdadeiros significados. É muito comum as pessoas se ocuparem de constantes aperfeiçoamentos técnicos ou em futilidades. Mas é raro encontrar pessoas cuidando do futuro a partir de outras preocupações, como o cultivo de laços fecundos.
Precisamos, ao longo da vida, fazer-nos a pergunta cruel: Depois que perdemos a utilidade, quem vai querer continuar ao nosso lado? Será que estamos bem posicionados entre os horizontes da utilidade e os horizontes dos significados?
Às pessoas queridas de minha vida, que cultivam seu tempo a mim, agradeço sempre por este tempo. Tempo, que é circunstância feliz que acolho como transformadora. Não sou mais a mesma. Se estou mudada? Ainda não sei. Vou seguir descobrindo aos poucos...assim como o garimpeiro que encontra e descobre a pedra.
Recordo-me das idas e vindas, que marcaram... Assim, retomo a sensibilidade de descobrir o bonito. E aprender a não negligenciar à oportunidade de ser e de está feliz.
O meu amor, sobrevive de buscas. Existem intervalos que funcionam como pausas nas canções. O intervalo faz parte da partitura. É nele que a orquestra descansa. É nele que a continuidade é preparada. O tempo do cultivo é que qualifica a realização. Por isso é tão importante colocar os olhos no que esperamos. A esperança é que nos encoraja para o desafio das travessias...e nela me restituo com coragem de colocar a minha embarcação nos misteriosos destinos da margem.
Vou seguir, no que diz respeito à edificação dessas esperanças. A vida será mais viva se eu não desistir dessas simbologias.
É isso. Somente isso. O resto ainda não sei...
sábado, 13 de março de 2010
Vestida de cristal
quinta-feira, 4 de março de 2010
Afinações e Afinidades
Não me interessa saber o que fazes para ganhar a vida.
Quero saber o que desejas ardentemente,
se ousas sonhar em atender aquilo pelo qual o teu coração anseia.
Não me interessa saber a tua idade.
Quero saber se arriscarás parecer um tolo por amor, por sonhos,
pela aventura de estar vivo.
Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com a tua lua.
Quero saber se tocaste o âmago da tua dor,
se as traições da vida te abriram ou se te tornaste murcho e fechado
por medo de mais dor!
Quero saber se podes suportar a dor, minha ou tua;
sem procurar escondê-la, reprimi-la ou narcotizá-la.Quero saber se podes aceitar alegria, minha ou tua,
se podes dançar com abandono e deixar que o êxtase te domine
até às pontas dos dedos das mãos e dos pés,
sem nos dizeres para termos cautela, sermos realistas,
ou nos lembrarmos das limitações de sermos humanos.
Não me interessa se a história que contas é verdade.
Quero saber se consegues desapontar outra pessoa
para ser autêntico contigo mesmo,
se podes suportar a acusação de traição e não traíres a tua alma.
A regra de nossas vidas é bastante clara e evidente, nunca devemos perder de vista que podemos "cristalizar" defeitos, "meus e teus". E, quando, nós, não mais assumir isso, aí sim, poderemos saber que àquela perseguição, "minha e tua", chegou ao fim...
Luciana de Almeida Félix
A regra de nossas vidas é bastante clara e evidente, nunca devemos perder de vista que podemos "cristalizar" defeitos, "meus e teus". E, quando, nós, não mais assumir isso, aí sim, poderemos saber que àquela perseguição, "minha e tua", chegou ao fim...
Luciana de Almeida Félix
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Dicotômica Feminina
Espécime de orgulho e séria, mas temos delicados pés...temos uma suscetibilidade sempre à flor da pele, ao nosso orgulho solene, à nossa tendência, para a primeira oportunidade, nos convertermos em doidas varridas.
A pergunta não quer calar: De onde vem tais características? O que os genes contribuem para tais comportamentos? É evidente que esses comportamentos não são herdados, o que é herdado é o DNA. Os genes codificam as proteínas que são importantes para o desenvolvimento, manuntenção e a regulação dos circuitos neurais subjacentes ao comportamento.
O comportamento emerge como resultado do impacto dos fatores ambientais sobre esses circuitos neurais em desenvolvimento. O ambiente começa a exercer uma influência in utero, e assume importância primordial após o nascimento.
De qualquer maneira é importante não perder de vista que a mulher é um ser bio-psico-social e deve ser encarada como tal, com respeito pelo conhecimento acumulado e, sobretudo, pelo ser que é.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Essências da vida
Estou a falar dos anos...o que eu vivi e vivo, meu Deus!
Às vezes esqueço a passagem do tempo, porque por dentro ainda não fiz os anos que tenho; as pessoas, o mundo, confrontam-me com a mais pura e bela verdade...
"o meu tempo" há um lugar habitado dentro de minha cabeça onde os personagens da minha vida vivem os melhores enredos...
Quando ouço ou leio das pessoas queridas, julgo-os sempre de FECUNDOS.
Há uma força e coqueteria a que poucos conseguem resistir: AMIZADE, a verdadeira amizade...
Aos meus grandes e verdadeiros amigos, que escrevem junto comigo as linhas da história, desejo que não nos faltem tempo nem idéias de partilha.
Obrigada!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Estréia
A mulher em mim, VIVE, não sobrevive...porque tenho coragem!
O ferrão das minhas derrotas, sempre foi absolutamente suportável.
Não tenho frustrações...Tenho exaltação pela vida que estréia a cada nascente.
Surpreendo-me com a beleza " Do caminho"...e que belo!
Inchada de orgulho, pela vida...caminho pelo tapete vermelho, subo pelas escadarias, dou voltas e olho para cada canto, abro os braços, respiro aliviada e feliz! Consigo ver além do horizonte!
domingo, 13 de dezembro de 2009
Andança
Já dizia o poeta: "Cada passo que repito, não é igual ao de antes, o que ficou para tráz é o que me leva adiante".
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Às deusas desavisadas:
Você tem sombra de...
Uma Antena ferida?
Que tem medo de lidar com seus sentimentos e sua sexualidade e que só vive o racional da vida, muitas vezes escondendo-se atrás de um papel profissional;
Uma chaga de Hera?
Que vive um pretenso casamento perfeito, mas delega o poder pessoal ao marido e vive a vida dele como se fosse a sua...até ser traída...e depois ainda recusa-se a perder o papel de esposa, convivendo-se com as traições de "Zeus";
Uma Deméter ferida?
Aquela que vive só para os filhos e que faz até do marido um filho, depois ressente-se quando estes crescem e vão embora. Aquela que nutre toda a família, mas não busca sua auto-realização, sendo ela própria a carente da relação.
Uma Afrodite?
Mulher que por necessidade de "amor" e atenção, aceita ser objeto sensual e sexual, vive muitas vezes o papel de amante, mas gostaria mesmo é de ser esposa, de ter um homem que a honrasse, e quando o tem, ainda acha que tem que garantir a sua feminilidade sendo a mais bonita e sensual a todo momento e a qualquer preço.
As deusas são atributos femininos riquíssimos de significado, porém muitas vezes, para que esses atributos fluam positivamente em nós, torná-se necessário uma viagem interior, visitando as faces dessas deusas, reconhecendo quais foram feridas em algum momento de nossa vida, quais não foram feridas mas estão de certa forma "reverberando" alguma ferida familiar e ainda estão vivendo um padrão negativo - a sombra, à espera de resgate e salvamento.
domingo, 1 de novembro de 2009
O Grito
"Mulher, se preciso, desça do salto, rode a baiana até ela ficar tonta, desmanche a chapinha, mas Grite!
Anseie a sua liberdade, deixe sua marca, não guarde, não engula.
Liberte-se entre gritos. Quem sabe assim consigam escutar toda sua Exaltação!"
domingo, 25 de outubro de 2009
Mulher Ama(zona) sim, senhor!
Mulheres gostam de fazer mistério. Ela não, ela é o mistério. Por uma razão simples: a mulher amazona sabe que a vida é uma coisa assombrosa e perfeita e vive o mais sagrado dos rituais. Ela sente as estações e se movimenta de acordo com os ventos, rindo da chuva e chorando com os rios que morrem. Coleciona pedrinhas, fala com plantas e de uma hora para outra quer ficar só, não insista.
Não, ela não é uma esotérica deslumbrada mas vive se deslumbrando: com as heroínas dos filmes, aquela livraria nova, o CD do fulano... Ela se apaixona, sonha acordada e tem insônia por amor. As injustiças do mundo a angustiam mas ela respira fundo e renova sua fé na humanidade. Luta todos os dias por seus sonhos, adormece em meio a perguntas sem respostas e desperta com o sussurro das manhãs em seu ouvido, mais um dia perfeito para celebrar o imenso mistério de estar vivo.
Ela equilibra em si cultura e natureza, movendo-se bela e poética entre os dois extremos da humana condição. Ela é rara, sim, mas não é uma aberração, um desvio evolutivo. Pelo contrário: ela é a mais arquetípica e genuína expressão da feminilidade, a eterna celebração do sagrado feminino. Ela está aí nas ruas, todos os dias. A mulher amazona ainda sobrevive em todas as mulheres mas a maioria tem medo e a mantém enjaulada. Ela é o que todas as mulheres são, sempre foram, mas a grande maioria esqueceu.
Felizmente algumas lembraram. Foram incompreendidas, sim, mas lamberam suas feridas e encontraram o caminho de volta à sua própria natureza.
Languidez
Fecho as pálbebra roxas, quase pretas,
Que poisam sobre duas violetas,
Asas leves, cansadas de voar...
E a minha boca tem uns beijos mudos...
E as minhas mãos, uns pálidos veludos,
Traçam gestos de sonhos pelo ar...
sábado, 24 de outubro de 2009
Sou de aço e de flor
Sou mulher, muito mulher!
Tenho força em meus instintos;
Tenho a beleza intocável de uma flor;
Tenho cores, deveres e amores.
Minha vida segue entre lágrimas, sorrisos e suores.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Ela...
...tem algo de especial que é um mistério, uma beleza que não se compara a nenhuma outra;
é luz em forma humana;
é condensação de amor com explosões de sentimentos na calmaria de um bem estar;
une a meiguice de menina, com a força de uma leoa;
produz calor em noites frias, é sol e lua;
é como pólen das flores, se espalha e produz vida;
não se deixa ser conduzida, ela conduz sem ser percebida;
é algo incomparável, possui uma beleza que, muitas vezes, se torna invisível aos olhos das pessoas de pouca sensibilidade, ou até mesmo dela própria;
é como vinho, seu sabor ganha valor com o tempo;
acalenta com os olhos e afaga com as mãos, sem ser preciso dizer uma só palavra, e quando diz, é sábia;
enfatiza seus momentos de euforia com grande categoria;
tem olhar de águia, enxerga longe, tem percepção;
não cobra mimos, ela dá atenção e em consequência desse carinho natural, ela os recebe de volta;
não escolhe o tempo certo, ela se adapta às situações, devido ao seu grau de necessidade;
não suga, preenche o que está em falta;
não posso dizer que ela seja fênix e renasça das cinzas, isso seria uma frase feita, porém ela é muito mais que fênix, ela é mulher e renasce do nada;
a sua beleza não está em belas pernas, traseiro redondo, seios fartos, e sim, no seu modo de ser e de agir, num modo todo especial que dignifica e encanta o que não é visível fisicamente;
no primeiro instante, pode até não roubar a cena, mas logo a seguir, é capaz de ser protagonista de um capítulo inteiro;
não marca presença, ela faz melhor, registra sua marca;
bem...podemos chamá-la de ..., ou melhor, a medida exata do que o mundo tem de belo e prazeroso, uma sintonia perfeita entre a terra e o céu;
tem a medida certa entre a razão e a emoção;
o equilíbrio perfeito entre a paixão e o amor.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
A menina em mim
Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, não entendo como moro num planeta que gira sem parar, nem como funciona um fax. Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas, não faz diferença, os dias passam rápido, existe a tal gravidade, pápeis entram e saem de máquinas, ninguém sabe ao certo quem descobriu a cor (Tem coisas que não precisam ser explicadas. Pelo menos pra mim). Tenho um coração maior do que eu, nunca sei a minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida, que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (Pra descançar a alma e dormir sossegada). Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo do Jornal Nacional, de lagartixa branca, de maionese vencida, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa. Mas um coisa eu digo: eu não paro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto: quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre questiono se você está feliz, se eu estou bonita, se eu vou ganhar estrelinhas, se eu posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim. Não gosto de meias-palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio. Aprendi que palavra é igual a oração: tem que ser inteira, se não perde a força. E força não há de faltar, porque - aqui dentro - eu carrego o meu mundo. Sou menina levada. Sou criança crescida, com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual a gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu...Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança.
Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Sem censura. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pro preço, pro laço de fita e cartão em relevo. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa.
domingo, 11 de outubro de 2009
Tempo...

...é melhor eu ler nas entrelinhas...no caso de precisar dele quando eu estiver mais velha...só não posso parar agora. Tenho que continuar a olhar pra dentro e em volta de mim.
domingo, 4 de outubro de 2009
Aos leitores masculinos II
Elas detestam ser controladas ou governadas. Não culpem-as, elas nasceram assim!
Um homem que espera que uma mulher como esta, se ajoelhe para adorá-lo, vai acabar dando com os burros na água.
Fique feliz, senhor homem, apenas com o fato dela permitir que o ame e fique ao seu lado! Ela pode amar com grande paixão e intensidade, mas grande parte desse amor está direcionado a ela mesma!
Apesar dessa frase parecer egoísta, ela não tem nada de egoísta. Esta mulher pode ser muito generosa, bondosa e compreensiva. O que ela faz é apenas deixar bem claro que nunca aceitará ficar em segundo plano!
Nunca esqueça de alimentar o ego das mulheres, apesar de fazerem cara de pouco caso, elas simplesmentes, não podem viver sem eles! Mas, por favor, seja criativo!
Elas podem até parecer tímidas, meigas. Não se iluda! Deve ser apenas uma daquelas fases quando seu orgulho está adormecido. Tente provocá-la um pouco, e perceberás, ela voltar a ser a mulher de sempre!
Ela quer o melhor do homem e só irá se entregar, quando achar que descobriu o homem certo!
Para ela "sexo frágil" soa como uma ofensa sem perdão. O melhor é sempre está ao seu lado de igual pra igual. Mostre-se forte e capaz de vencer qualquer dificuldade na vida, e ela vai adorá-lo!
Muitos supõem, que elas são arrogantes e insuportáveis, devido à sua vaidade e orgulho, dificilmente isso ocorre. Elas são mulheres de autoconfiança surpreendente. Possuem um magnetismo e charme que é de derreter icebergs. Costumam ser um poço de bondade e nunca pensará duas vezes antes de fazer um sacrifício para ajudar alguém em apuros.
Raramente encontrarás uma mulher desse tipo desarrumada, afinal ela não se veste bem apenas para se mostrar bela para o mundo.
Se conheces e estás apaixonado por uma mulher como esta, parabéns! Você tem uma mulher que sabe ser elegante, tem bons gostos, adora aventuras e são ótimas amantes, como poucas.
Então felizardo, conseguistes conquistar uma das melhores mulheres do mundo! Não é fácil lidar com elas, mas os momentos de bom humor e otimismo, farão com que sempre esteja feliz com ela e com a vida!
sábado, 3 de outubro de 2009
Colore-me
...uma tinta vermelha escorre sobre minhas cores,
eu apago e escrevo teu nome no meu corpo,
os teus dedos colorem e correm por
minhas curvas.
Ainda escreves por estes muros...
que a tinta vermelha, encarnada,
há muito não saía de minha saia,
e que minha pele alva, teus dedos ainda permanecem
como marcas...
Rasgos
No ponto-cheio
do meu corpo
contra teu corpo
alinhavado.
Tecido suturado
ponto-cego de desejo.
Agora, desabotoa-me a pele
atravessa-me.
Veste-me teu corpo
de seda e silêncio.
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